sábado, 12 de maio de 2012
O Cheiro da Tentação
Cap. 8
O Cheiro da Tentação
Neste instante, o ponto atual desta história se tornou uma circunstância intrigante. Até mesmo empolgante. Afinal, o que significa a palavra casamento para uma mulher solitária e evasiva como a herdeira de Corabelle, C.C.? Melhor ainda: por que Lelouch Lamperouge proporia uma união formal de tal importância a alguém, por mais que essa pessoa em questão esteja tão enrolada com fofocas no pescoço quanto ele? É chegado o momento de o casal optar: será a conveniência da sucessão de eventos, ou...
- Como posso me casar com um homem que eu não conheço? – ela exprime a sua dúvida, então com um suspiro, o rapaz a leva pela mão para sentarem na sala de jantar.
- Está bem, vou contar minha história... Como você deve ter lido, meu pai era um velho famoso por explorar mineração e indústria naval. Ele teve muitas esposas, antes e depois da minha mãe, mas na época em que se casaram, ela era a escolhida mais jovem. Ela estendeu o império empresarial dele, almejando os mesmos ideias, e depois que eu e minha irmã nascemos, o irmão do meu pai teve inveja dele. Com ciúme da minha mãe, ele mandou alguém a matar na nossa frente. Depois de alguns anos a polícia descobriu que meu tio tinha sido o responsável por aquilo, mas meu pai não teve o menor interesse no assunto. Já estava ocupado com um novo casamento, e preocupado em responder aos processos que começaram quando souberam das fraudes causadas ao longo do tempo.
- Entendi. – a moça diz com calma, vendo o motoqueiro dar uma risada fraca.
- Minha família inteira tem um histórico sujo de manipular e enganar as pessoas. – o jovem se recosta na cadeira – Obviamente, eu não quis continuar envolvido em tantos escândalos, e muito menos queria deixar Nunnally exposta a isso, então, quando atingi a maioridade, troquei nossos sobrenomes para despistar a mídia. Suzaku e Euphemia nos ajudaram muito em tudo. – ele suspira de novo, fechando os olhos momentaneamente – Almejei dar um futuro melhor para minha irmã, e por muito tempo tentei refazer nossas vidas. Cheguei a me culpar, pensando que se um verme insensível como meu pai podia construir um império, seria humilhação não ter a capacidade de fazer o mesmo.
- Não posso dizer que não compreendo sua lógica, por mais estúpida que seja.
- Sim, é estúpido. – os dois sorriem sinceramente – Me preocupar com isso...
- Bem, imagino que agora você também vai querer informações sobre minha vida.
- Para falar a verdade, quando estivemos no orfanato, eu conversei um pouco com a madre que administra o local agora.
- Mesmo? E daí? – C.C. pergunta casualmente, levantando para procurar algo na prateleira de um armário alto, e então Lelouch fica atrás dela, sorrindo com malícia.
- Sei como você conseguiu aquela cicatriz. – ele sussurra perto do ouvido da moça, causando rubor e um arrepio enquanto ela, impulsivamente, cobre a orelha.
- Do que está falando? – a ricaça questiona receosamente.
- Você sabe. A que tem debaixo do seio esquerdo. – o Lamperouge se aproxima conforme a herdeira de Corabelle recua – Achou que eu não tinha notado? Pois eu notei, mesmo estando escuro naquela noite.
- Não... – inesperadamente, quando a jovem nervosa bate o quadril contra a mesa, seus olhos começam a lacrimejar – Não era para você ter visto aquilo.
- Ei... Por que você está chorando? – o sorriso confiante some do rosto dele para dar lugar a uma súbita preocupação, mas assim que suas mãos chegam perto do corpo feminino, a mulher desvia e lhe dá as costas.
- Deixe-me sozinha, por favor! – a patroa tenta escapar, mas o segurança consegue puxar seu pulso esquerdo antes que se afaste.
- “Por favor”? Desde quando você pede...? – o motoqueiro se interrompe vendo a aflição dela – Desculpe. Está tudo bem. Qual o problema?
- O problema é que você me invadiu; mais de uma maneira! – ambos enrubescem de leve – Eu... Eu já passei por tanta coisa. Impus a mim mesma a penitência de não me aproximar demais das outras pessoas, para não abrir novas feridas. E agora não lembro quem me odiava, ou sequer quem me amava. No fluxo eterno do tempo, estive sozinha... Só restaram as minhas lembranças como bruxa.
- Você não está sozinha. Somos cúmplices, se esqueceu?!
A resposta imediata deixa C.C. paralisada por um tempo, observando o belo rosto masculino fitá-la com seriedade e gentileza conjunta. Talvez, até com certo afeto, como seus olhos acabam transparecendo. E isso a faz sorrir.
- Eu não disse que concordo em me casar com você.
- Ah não? Bom, se você recusar, eu posso usar outra chantagem. Estou seguro de que muitas pessoas vão se interessar pela história da herdeira rica que engorda crianças órfãs com açúcar todos os meses. – a jovem abre a boca em indignação, fazendo-o sorrir de modo confiante – Não devia ter me deixado visitar aquela igreja. Agora sei o motivo de uma viciada em pizza encomendar tantos doces. Aliás, por que escolheu justamente a doceria dos meus amigos? Deu muita brecha.
- Eu não sabia que as coisas entre nós chegariam neste ponto. Mas enfim, o que há de mau em alimentar crianças carentes? – Lelouch suspira e põe uma mão sobre o rosto.
- É de esperar que uma mulher sobrevivendo a base de gordura pense dessa forma. – antes que ela responda, o rapaz continua – Então não quer que o seu desejo se realize?
- Por que acha que o meu desejo é ser amada?
- E não é? Eu vi como estava alegre entre aquelas crianças. – o segurança enlaça a cintura feminina e traz a moça para perto de si, sorrindo maliciosamente ao sussurrar no ouvido dela – Eu também me lembro como se sentiu em meus braços naquele dia. – ele toca suavemente a curva onde se encontra a cicatriz da parceira, pouco abaixo do seio esquerdo, fazendo-a ofegar pelo susto leve – Eu sei que meu pedido é bem conveniente, mas... Não consigo ignorar essa sensação estranha, me dizendo que de fato nós estamos sentindo a mesma coisa um pelo outro. Estou errado?
Antes que a ricaça responda, Arthur pula na mesa, miando baixinho ao encarar o Lamperouge. Ele se assusta com a presença do gato preto, mas procura disfarçar.
- Esse gato fica perambulando pela mansão o tempo todo?
- Sim. Recolhi Arthur da rua já tem alguns anos, e apesar de sair com frequência para se aventurar lá fora, ele prefere ser mimado em casa. Embora eu realmente não lhe dê muita atenção. Mas por que você parece incomodado?
- É que... – o motoqueiro olha do felino para ela e fala em voz baixa – Eu suspeito que ele saiba do nosso caso. – C.C. arqueia uma sobrancelha e fita o animal.
- Bem... Então devíamos fazer dele o nosso cúmplice também. – a dupla ri, até as mãos femininas apertarem a camisa dele – Você planeja me soltar ainda hoje?
- Eu deveria? – Lelouch enterra o nariz no pescoço da mulher, que acaba cedendo à insistente aproximação de seus lábios e lhe permite beijá-la.
Por vários minutos eles permanecem abraçados, e quando abrem os olhos apenas sorriem, como se todas as preocupações não existissem. De fato, os dois consideram um recomeço a partir deste momento, sem trocar confirmação, e voltam a se beijar. Agora não há razão para pressa, então ambos decidem conviver normalmente na mansão, com a possibilidade de serem um casal pairando no ar. E assim os dias passam.
A herdeira de Corabelle vira uma grande amiga de Nunnally e Euphemia, que já está com quase dois meses de gravidez. As visitas à doceria se tornam frequentes, e para a surpresa de todos, a ricaça tem vários figurinos para sair de casa disfarçada. Certo dia, ela e os irmãos Lamperouge são convidados pelos Kururugi pra acompanhar o primeiro ultrassom do bebê, e logo que a data marcada chega, o segurança nota que a patroa tem um gosto peculiar por penteados exóticos, embora use o cabelo solto normalmente.
No hospital escolhido, enquanto ouvem as batidas do pequeno coração, a mamãe inicia um choro, e o amigo do casal precisa afagar as costas de Suzaku antes que ele a copie. Ao final da consulta, enquanto a médica acompanha o grupo pra fora da sala, C.C. sente uma tontura e desmaia de repente. Lelouch consegue segurá-la no ar, mas a peruca e o chapéu que ela usava caem no chão do corredor, surpreendendo à doutora e também os pacientes em espera. Para o pânico de seus amigos, algumas pessoas a reconhecem.
Eles são identificados da mesma maneira em pouco tempo, graças à uma matéria jornalística realizada dias atrás sobre seu envolvimento com a ricaça. Sinceramente, os doceiros até se aproveitaram da súbita popularidade no começo, contentes pelo aumento das vendas na loja, porém agora a situação não ajuda em coisa alguma. Antes de tudo, a herdeira de Corabelle é levada para uma sala, onde é reanimada e faz alguns exames de emergência. No processo, Nunnally convoca Milly, que corre para o local com Rivalz.
A dupla toma como missão apaziguar os ânimos dos repórteres que rapidamente se aglomeram na entrada do hospital, além de conduzir a patroa em seu carro particular de volta para casa. Quando a consulta de urgência termina, o grupo inteiro vai embora o mais depressa possível, estabelecendo um diálogo mínimo com os curiosos e jornalistas. Na mansão, o Lamperouge se ocupa primeiro em retirar a cadeira de rodas da irmã de dentro do porta-malas, para o Kururugi ajudá-la a sentar, mas mantem os olhos em C.C.
Ela sai do veículo se recusando a ser carregada, e pede que os criados afugentem a multidão que cerca a moradia. Euphemia ainda tenta repassar uma quantidade suficiente de informações para a imprensa antes de irem embora, procurando explicar de uma vez por todas que a amizade com a jovem se desenvolveu puramente após alguns encontros na doceria. Apesar da moça enfatizar a preocupação da amiga com o orfanato para onde envia as encomendas de doces, o fato é que fofocas sobre outros incidentes prevalecem.
Desse modo, todos só podem esperar pelo cansaço popular sobre o passeio secreto à obstetra e o suposto relacionamento amoroso da ricaça com seu segurança. Contudo, tal suspeita não é tão sem sentido se comparada a outras. Isso pode ser comprovado ao longo do dia, observando as insinuações e provocações silenciosas feitas gestualmente entre o casal inoficial. Só uma pequena interrupção temporária distrai o rapaz do jogo: a descoberta de um curioso caderno marrom jogado no chão de um corredor da mansão.
Notando que o conteúdo do objeto é intrigante, ele leva algum tempo para ler. No dia seguinte ao tumulto, enquanto a empolgada C.C. assiste seu programa favorito com um pedaço de pizza na mão esquerda, usando a direita para agarrar sua pelúcia Cheese contra o peito, Lelouch passa o braço esquerdo pelos ombros dela para limpar a sujeira em sua bochecha. O rapaz bufa e a repreende por algo, todavia a herdeira de Corabelle nem escuta. Apesar disso, é evidente que alguma coisa está acontecendo entre os dois.
- Você não gosta de pizza por que mesmo? – ela questiona com um sorriso e ele ri.
- Uma bomba de carboidrato derretendo em suas mãos...! – o motoqueiro contorce o semblante e a moça ri, o que atiça sua ousadia o suficiente para roubar-lhe um beijo e ainda sorrir maliciosamente por isso – Mas admito que provando assim não é tão ruim.
- Você não se arrepende de estar comigo? – o Lamperouge se surpreende.
- Por que me pergunta isso? – a jovem suspira e olha rapidamente para a TV.
- Você tinha ambições, queria cuidar de Nunnally... Pode ser mais fácil conseguir o que quer se estivermos juntos, mas... Eu sou uma mulher manchada pela má reputação. Certamente mais atrapalhei do que melhorei sua vida.
- Não se preocupe. Estou com você porque quero. Só vou embora se você ordenar.
- Oh. – é a vez da patroa sorrir em malícia enquanto o nariz dele fareja o perfume em seus cabelos – Então admite que meu poder de convencimento é maior do que o seu? – seu par finge inépcia, fazendo-a rir, e quando vão se beijar de novo, a sala é invadida.
- Lelouch, C.C., nós temos um problemão! – Rivalz anuncia nervoso e de repente Shirley entra no aposento, também correndo.
- Pessoal, ele está aqui! – ela fita sua chefe – Senhorita C.C... Mao está aqui!
As pupilas da mulher se contraem de imediato, igual ao semblante de Lelouch, e logo os rapazes vão até a janela mais próxima para espiar o intruso. O motoqueiro afasta a cortina e estreita o olhar ao analisá-lo. Parece um homem simples, bastante confiante.
- Ele está na entrada há meia hora, e desde que nós descobrimos tentamos mandá-lo dar o fora, mas ele insiste em ver a C.C. – explica o cozinheiro.
- Vermes como ele não sabem quando desistir... – o segurança murmura e, por um momento, o seu olhar cruza com o de Mao, que sorri antes dele fechar a cortina – Reúna todos para cá. Eu quero que cuidem da C.C. Vou falar com ele.
- Tem certeza Lulu? – a nervosa empregada questiona – Ele parece perigoso!
- Não o bastante para me intimidar. – ele abre a porta com determinação.
Da entrada, o Cardemonde usa uma mão para pedir aos amigos que retornem. Eles recuam passando vibrações de sorte ao Lamperouge e se dividem para chamar a polícia e informar a situação aos Kururugi e Nunnally.
- Ora, o bravo imperador finalmente se revela! – o sorridente Mao começa a bater palmas bem devagar, parando pra fitar seu oponente por trás dos óculos escuros quando esse se aproxima do portão – Então é você o homem que roubou a minha C.C.
- Ela nunca foi sua. Por que não mostra a sua cara, bastardo?
- Como queira, majestade! – a reverência irrita Lelouch, mas ele retira o acessório.
- O que quer aqui? Caso não tenha percebido, você não é bem-vindo.
- Eu não preciso das suas boas-vindas. Só vim avisar que arrancarei C.C. de você.
- Tente! – mesmo com a ira do adversário, Mao bate palmas mantendo um sorriso.
- Você parece um adversário interessante! Vou gostar de brincar com você, mas agora não. Vamos ter uma oportunidade melhor de nos encontrar. Até, Lelouch!
- Espere! – antes que o motoqueiro possa impedi-lo, jornalistas e policiais surgem na entrada, distraindo-o tempo suficiente para seu rival dar as costas e sumir – Droga!
- Lelouch! – Suzaku de repente sai de dentro de um carro estacionado mais atrás, chegando perto do amigo e olhando na mesma direção – O que foi?
- Ele esteve aqui. Aquele desgraçado!... Ele quer a C.C.
- Vamos entrar. É melhor você ficar junto com ela. – o Kururugi sugere ao notar a aproximação de alguns dos antigos colegas de escola, que o deixam passar e se propõem a falar com a multidão enquanto os dois se dirigem à sala de estar.
- Lelouch! – C.C. expira ao tirar a mão do peito – O que ele disse? Ele fez algo?
- Não. – ele faz uma careta, virando-se aos outros – Será que podem nos deixar a sós? Eu preciso conversar com C.C. – o grupo obedece e se retira, e então o segurança puxa do bolso de trás da calça o caderno marrom que achara – Eu estava passando por um corredor ontem e achei este caderno jogado no chão. Como não tem nada escrito na capa, precisei abrir para saber de quem é, e tive a surpresa de descobrir que a Shirley escreve um diário. Ou devo dizer, fiquei atônito por eu achá-lo.
- Então esse é o diário dela? Ora, imagino que cara ela vai fazer quando souber...
- Aqui diz coisas muito interessantes. – o Lamperouge a interrompe, folheando as páginas seriamente – Inclusive, você é mencionada várias vezes. E também cada um dos entregadores de pizza que teve depois de Mao, e antes de mim. – a moça engole a seco e levanta mais a cabeça, mantendo-se altiva apesar da ansiedade – Apenas me responda de forma simples: você e Mao tiveram alguma coisa antes?
- Por que me pergunta isso? – ela observa o rapaz se aproximar devagar.
- Ele disse que quer tirá-la de mim, e pareceu convencido de que pode ter você.
- Isso é porque ele está obcecado. Para Mao, não importa se estamos juntos ou não. Agora você também é alvo dele, e até sua irmã. Eu disse que seria demais para você...
- E eu disse para você não me subestimar! – a feição raivosa de Lelouch aumenta, mas a ricaça ignora a reação e senta no sofá azul-escuro, abraçando Cheese novamente.
- O que pretende fazer quanto ao fato dele ficar nos perseguindo?
- Eu vou mandar a polícia para encontrá-lo, e posso contratar mais seguranças.
- Nós estamos apenas perdendo tempo. – C.C. fecha os olhos por um momento – Ao invés de fazer isso, por que você não me usa como isca?
- O que? – o motoqueiro murmura surpreso, mas a jovem não esboça uma reação.
- O alvo do Mao sou eu. Se eu... – ela pausa quando ele bate as mãos numa mesa.
- Você é uma mulher cruel. Você não sabe como o cara que está perseguindo você se sente, sabe?! – a patroa permanece quieta – Ele devia ser apenas alguém com quem pudesse se divertir, mantendo o papel de seu entregador, mas quando as coisas ficaram sérias, decidiu dar um fim naquilo por conta própria. Você abandonou o Mao porque ele foi incapaz de cumprir o contrato, certo?!
Desta vez a herdeira de Corabelle se vê balançada. Ela abaixa a cabeça tristemente, se abraçando ao brinquedo com aparência de queijo derretido ao manter o silêncio.
- E eu aqui me sentindo culpado por tentar te enganar, quando tudo o que falaram sobre você era verdade?! Estava mesmo seduzindo os entregadores, para usar a desculpa do assédio e demiti-los. Quais são os termos do contrato? – a mulher vira a cabeça para o lado, se recusando a responder – Você é desprezível! – a careta dele finalmente atrai a atenção dela – Por que não matou Mao quando o abandonou? Você podia ter tomado a sua vida. Teria resolvido seus problemas facilmente naquele dia. Isso se ele invadiu a mansão de fato. – C.C. ainda não rebate, mas fecha os olhos brevemente antes de fitá-lo.
- Se tratando do Mao, seria melhor se nós agíssemos separadamente. Ficar nessa mansão é perigoso, portanto preciso despistá-lo. A partir de hoje, eu ficarei no prédio ao lado. – o Lamperouge suspira resignado e cai sobre a poltrona atrás de si.
- “Prédio ao lado”? – ele põe a mão sobre o rosto – A mídia, meu emprego...?!
- Eu não ligo para isso. Pense você em uma maneira de lidar com eles.
Sem encará-lo, a jovem retorna ao seu quarto tranquilamente e deixa um nervoso Lelouch pra trás. Confuso, o rapaz decide sair dali e pega as chaves de sua moto sobre a mesinha de centro, batendo a porta com força. Com o barulho, os outros voltam para a sala e Suzaku logo nota seu amigo se afastando pela janela. O comerciante tenta chamá-lo pelo nome, mas o segurança não se vira e foge o mais rápido possível da mansão. “Eu nunca devia ter colocado meus pés no covil de uma bruxa”, ele pensa convicto na saída.
Continua...
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