A Dona do Pedaço

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sábado, 31 de outubro de 2009

Cap. 8

Aviso: Este capítulo tem uma cena baseada no anime Special A, que é o momento em que a Hikari fica doente e começa a agir feito criança apaixonada com o Kei.

Cap. 8

O Desejo Das Garotas


De certo modo, a terapia da Liana começou a fazer efeito. A Katri estava boa até pegar um baita resfriado faz três dias. Todo mundo está se virando como pode para continuar os serviços dela, no que é bem difícil, porque quem ia imaginar que ela teve tantos por todo esse tempo em casa?...

Mas o caso é ela e o Korapaika. Dá para ficar orgulhosa do meu trabalho: ninguém sabe se pelo resfriado ou se pelo problema de comportamento da Katrina, mas os resultados de jogar ele para cima dela sempre que posso estão funcionando! Só que, ultimamente, ela bem que está me dando medo...

É pelo modo como age com ele, e um belo exemplo foi hoje de manhã. Enquanto estavam todos bem ocupados entre o computador e cortar grama, o Korapaika preparava a comida favorita da Katrina, distraído com o corte dos legumes. Daí, passando pela sala, eu a vi chegando perto dele.

Detalhe que a criatura ainda estava enrolada nos mesmos lençóis de ontem que a Liana usou...! Em alguns segundos não aconteceu muita coisa; o que ela fez foi ficar encarando ele pelas costas. Então, do nada, o cutucou. Como era de se esperar a pessoa se assustou e virou para ver o que ela queria.

O que ela disse? Uma frase de arrepiar: “É só que... De repente me deu uma vontade de te tocar!”. O pobrezinho saiu correndo da cozinha todo arrepiado, vermelho, ofegante e deu umas voltas pela casa tomando o trabalho do Killua e do Gon fora o almoço! Ela ainda está sorrindo feito uma boba.

Falar com a Liana e o Leório não dá um único resultado, tanto porque os dois estão muito animados com a situação, independente das reações estranhas da Katri. Sendo assim, me restou esperar a doente sair do banheiro para preparar os eficazes testes que farei entre os dois sem que nenhum saiba.

Quer dizer, eu vou usar a Katrina mesmo, mas ela está muito dopada com as dosagens de analgésicos para reparar!... Começo a descer as escadas, segurando pelo braço da criança com o maior cuidado de que ela vá cair. Agora os nerds estão trancados no quarto do Leório, ocupados com os trabalhos.

Numa última conferida vejo Gon, Gene e Killua sentados e relaxando na varanda enquanto jogam cartas. Pudera; o pobre Korapaika está terminando de estender nossas roupas no varal, que é na direção da sala de jantar olhando da janela, então eles não precisam fazer mais nada!

- Muito bem Katrina, você sabe o que fazer?
- Sei! – ela sorri, movendo a cabeça para os lados.
- Ok... – suspiro. Não há o que dizer deste jeito infantil a não ser que ela não está mesmo no seu normal – Vai lá.
- Korapaika! – ela o abraça por trás, bem como eu quero. O prendedor que ele estava segurando sai voando.
- Katrina? O que foi? – vira-se de uma vez, abrindo o maior sorriso que consegue e tirando as mãos dela de cima.
- Eu quero sair com você. – consigo sentir de longe a voz dele murmurando um “Ai, meu Deus!”.
- Mas você não está totalmente recuperada.
- Tudo bem, você me protege! – volta a agarrar seu braço.
- Não sei... E se você acabar piorando?
- Aí você me traz para casa no colo! – ou a Katrina é uma atriz maravilhosa ou a dosagem do remédio deixou ela doida.
- Eu... Eu vou falar com os outros, certo? – tira o braço devagar e sai correndo.

Uns minutos mais tarde e eu estou seguindo o casal pelas mesmas ruas do shopping que visitamos quando viemos ver o circo. Korapaika já devia imaginar que ninguém estava com vontade de impedir um passeio romântico, mas é claro que um não incluiria perseguição de dois indivíduos estranhos!

- Por que eu tive que vir junto também?
- Porque eu narro toda história e você grava para mostrar para ela. Tenho certeza que amanhã estará melhor.
- E está pretendendo matá-la de vez com essas gravações?
- Killua, cala a boca e continua filmando!

Entramos no shopping na versão de dois casais: um de verdade e muito lindo e o outro formado por uma estrategista maravilhosa e um assassino idiota. O filme vai rodando em torno deles, mas vamos passando pelo lugar para alimentar a mentira grossa. Eles vão entrando em diversas lojas.

Realmente, Katrina é melhor do que eu fazendo compras! Quando o Korapaika já está carregando um peso do tamanho de bolas de canhão em cada braço ela resolve fazer uma pausa na lanchonete em que fui com o Killua e pede dois especiais.

- Por que eu tive que pagar outra vez?
- Não reclame, faz parte do meu teste.
- E o que está pesquisando, como me fazer ficar pobre?
- Não. O caso é que eu estou incomodada com a maneira com a qual a Katrina está agindo perto do Korapaika.
- Isto foi o que você me disse antes de sairmos.
- Então... Resolvi descobrir por que ela está assim e para isso eu preciso ver como os dois se comportam juntos.
- O que uma coisa tem a ver com a outra?
- A Katrina não me disse se gosta dele, só que depois que ficou doente está parecendo um bebê mimado perto do irmão mais velho. Quero descobrir se é isto o que ela sente por ele!
- Mas isso não tem nada a ver com você! Não acha que eles vão se zangar por você estar usando os dois?
- Claro que não! É pelo bem da Katri, porque já sabemos o que o Korapaika sente e mais tarde, querendo ou não, isto vai afetar a relação dos dois. E, se não esqueceu, ela sofre de trauma pelo que aconteceu com a tribo dela, não é?
- Ah é!... – ele termina em um gole o refrigerante – Vem! Eles estão se levantando. – os olhamos de uma mesa distante.

Dando uma volta nós acabamos passando em uma loja de venda de camas. Quem está fazendo um comercial atrevido? Logo a mesma coisinha pé no saco de séculos atrás: NEON! Basta que as câmeras desliguem os flashes e ela enxerga o Korapaika de longe, que de idiota fica parado pelo caminho!

- Korapaika? O que está fazendo aqui... – mal o vê, ela já vai se achegando encima dele – com ela...? – torce o nariz.
- Neon? – ele se surpreende – Ah, eu só estou...
- Ele está me acompanhando com as compras.
- Isso Katrina, mete a mão na cara dela! – vou vibrando, observando de longe escondida na seção de colchas.
- Kelly, vai com calma! – Killua ri e toca meu ombro.
- Desculpe, eu me empolgo fácil. – sorrio de volta.
- Se importa se eu tirar ele um pouquinho de você? – Neon vai arrastando ele pelo outro braço.
- O idiota não vai fazer nada? – começo a me enfezar.
- Vamos nos aproximar para ouvir do que estão falando. – quando chegamos perto o bastante eles começam.
- Korapaika, eu quero voltar com você.
- O quê? – é tudo o que ele responde.
- Ah, como se você não me quisesse de volta!...
- Neon... Por que está falando isso agora?
- Eu só pude encontrar você agora! Sabe como foi difícil ir falar com seus padrinhos? – põe as mãos na cintura.
- Você foi a minha casa? – repete o óbvio – Mas eu não estou entendo por que você quer voltar comigo.
- Oh amorzinho, sejamos sinceros... Não terminamos, só estamos passando por um momento difícil, ok? – toca o rosto dele e aproxima o seu – Vamos esquecer o que aconteceu e recomeçar? Eu não quero mais que fique longe de mim!
- Que conversa fiada! Eu vou lá falar umas poucas e boas para aquela perua arruinadora de casos!...
- Espera aí! Você vai arruinar o plano!
- O plano é meu, e pela Katri eu arruíno quando quiser!
- O Korapaika está comigo! – a voz da Katrina nos faz voltar a ficarmos quietos. Ela o puxou de volta – O que você quer aparecendo do nada e atrapalhando nosso encontro?
- Encontro? Vocês estão tendo um encontro?
- Eu acho bom ele dizer que sim! – recomeço a rosnar.
- Calma Kelly! – Killua parece mais aflito comigo.
- É sim, nós estamos! – Korapaika finalmente responde. Katrina abre um sorriso enorme no rosto quando ele oferece seu braço para ela segurar – Então minha resposta é não.
- Eu não acredito que esteja preferindo esta selvagem sem atrativos a mim, Korapaika! – Katrina aperta firme o braço dele e faz uma cara feia, encostando a cabeça em seu ombro.
- Pois ele escolheu já faz tempo! – sem segurar, rimos.

Continua...

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