A Dona do Pedaço

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sábado, 31 de outubro de 2015

Mudança de Comportamento

Cap. 6
Mudança de Comportamento


{Casa de Gajeel e Levy}

É a manhã de um empolgante dia. Levy acorda já sentando na cama com a certeza do cabelo estar uma bagunça, mas sua vontade de se arrumar é quase nula. Coçando seu olho direito, ela vira para a esquerda e empurra a coberta, lembrando que deixou um dos seus livros e os óculos de leitura sobre o criado mudo. Essa poderia ser a explicação pra tamanho sono pesando seu corpo, contudo, as marcas de mordidas nas coxas discordam.
Ao lado dela, Gajeel levanta num impulso, bocejando e coçando o lado esquerdo da bunda por dentro da cueca preta transparente, tal qual a blusa amarela da namorada. Notando a ausência da metade de baixo do seu pijama, a maga o observa bem e percebe vários arranhões em suas costas. Se fosse lá pelo começo do namoro, ela certamente iria dar um grito de pânico e abraça-lo pedindo desculpas, mas agora sua única reação é rir.
Ouvindo isso, o Dragon Slayer desvia os olhos da visão parcial do lado de fora, na fresta da janela descoberta pela cortina, e vira o rosto a tempo de vê-la pousar a cabeça sobre seu ombro. A maga das runas o abraça pelo peito, colando seus corpos ao máximo e beijando-o no pescoço em seguida, fazendo-o estremecer e sorrir feliz.

- Bom dia. – sussurra no ouvido dele, sentindo outro arrepio e rindo.
- Pare de me provocar, mulher! – o dragão resmunga fazendo biquinho, passando a mão direita sobre as dela e logo sorrindo novamente – Bom dia.
- Você estava tão selvagem ontem. O que aconteceu?
- Como assim? Eu sou sempre selvagem! – Levy ri de novo.
- Nem sempre. – ela se desvencilha e fica ao lado dele – Você gosta de fazer amor bem devagar, não é?! – os dois enrubescem, ele desviando o olhar – O que aconteceu?
- Nada, ora! Se você está achando ruim, eu nunca mais faço isso, pronto!
- Não, eu não quis dizer isso! – no nervosismo, a moça se debruça sobre o rapaz, tentando descruzar seus braços, e acaba ficando aborrecida com a gargalhada dele – Seu idiota! – ela puxa seus cabelos, transformando a risada em dor.
- AI, AI, AI, AI, AI! PARA LEVY, PARA! DESCULPA, DESCULPA!
- Ok. – a jovem dá de ombros, libertando-o com um sorriso triunfante e cruzando os braços – Agora me responda: por que estava enchendo a cara naquele bar?
- “Bar”? – o Redfox coça a cabeça e arregala os olhos em compreensão – Ah sim, eu fui beber com o Jellal ontem! Quase esqueci.
- Você estava bebendo com o Jellal? E por que ele não estava com você quando o Lily e eu te achamos? – Gajeel junta suas pernas e senta de frente para ela.
- Eu o levei pra casa depois que o idiota ficou bêbado. E ele ainda fez o favor de vomitar na minha jaqueta favorita! Ficou um fedor desgraçado!
- Isso explica o porquê de estar com uma camisa diferente quando eu te trouxe pra casa. Eu fiquei preocupada, sabia?! Primeiro você foi até a guilda pedir pra Kinana fazer a reserva da missão que escolhemos, depois veio se trocar dizendo “vou para o bar, mas eu volto logo”. Por fim, quando o Lily chegou perguntando por você, achamos melhor ir te procurar. Passamos primeiro na guilda e não te achamos, então resolvemos ir ao bar. Você ainda veio pra casa para trocar a camisa e daí voltou?
- Sim... Espera aí, você me trouxe pra casa? E o Lily?
- Ele até se ofereceu para te carregar, já que estava completamente bêbado, mas você só ficava repetindo “eu quero que a Levy me carregue”! – o dragão do ferro cora e a encara incrédulo – É verdade. Você é muito pesado!... Então, por que foi beber com o Jellal? Não que eu ache ruim, mas é estranho vocês saírem sozinhos.
- Bom, eu não sou o melhor amigo dele mesmo... Era só um favor pra Erza.
- Para a Erza? Ué, e por que ela quis que você fosse sair com ele?
- Disse que ele tava esquisito esses dias e tinha muita preocupação na cabeça, por isso queria alguém para desabafar um pouco. Segundo ela, eu era a melhor opção por... Bom, porque os outros estavam ocupados. – ambos torcem o nariz e fazem uma careta – É... Uma justificativa péssima... Mesmo assim, ela me obrigou a ir.
- Vou falar com a Erza depois... Mas e aí, ele está melhor?
- Pior não pode ficar. Eu o levei pra casa e contei a ela tudo que fui obrigado a ter de ouvir a noite toda. Aparentemente, ele só está com medo de ser rejeitado.
- Por quem? Pela Erza? Isso seria impossível!
- Realmente, mas também pelos antigos amigos dos dois, ou algo assim. Não vou me lembrar de tudo, então mais tarde você conversa com ela. Eles devem estar de bem agora, já que o Jellal parecia doido pra “pagar pelos crimes com o corpo”. – Levy ri e o encara surpresa – Foram essas as palavras dele.
- Minha nossa! – os dois começam a gargalhar, ela caindo sobre o colchão.
- Certo, vamos esquecer isso... – ele fica por cima dela e instantaneamente os seus risos param, dando lugar a sorrisos maliciosos – Parece que eu fui um menino mal.
- É, foi sim. E me deu muito trabalho te botar pra dormir.
- Diz a pessoa que usou minhas costas como arranhador.
- Você me mordeu inteira! Eu tô com marcas do pescoço às pernas!
- Não me lembro de ter ouvido reclamações ontem. – ele chega mais perto.
- É porque estava me impedindo de gritar em protesto.
- Aqueles gritos eram de protesto? Ah, então eu devo ter me confundido. – Gajeel se aproxima mais ao vê-la morder o lábio inferior – E pelo quê estava protestando?
- Que... – ela ofega de ansiedade, circulando o pescoço de seu homem – Que você demora demais. – e dito isso, com um puxão o casal se enrola um no outro.

O dragão do ferro, recém-batizado como “dragão do aço” pelos amigos, sobe as mãos do quadril pela cintura da amada, tirando no processo a blusa leve dela. Feito isso, ele joga a peça de roupa para longe e se delicia com os seios de sua pequena, revezando as massagens e provadas enquanto ela geme seu nome. Esse sempre foi o maior deleite dele, desde a primeira vez que se entregaram um ao outro. A voz dela, seu cheiro...
Apenas isso já é o suficiente para deixa-lo completamente louco. Se além do nariz e dos ouvidos o rapaz usar a visão, nada melhor que ver o sorriso satisfeito da namorada e seus olhos brilhando em contrapartida ao êxtase lhes inebriando o foco. Podem dizer o que quiserem dele, mas caso qualquer um a difame, em dois tempos, o dragão garante, o infeliz estará carbonizado! “Oh, espere, isso seria com o Salamandra”, Gajeel ri.
Os risos aumentam ao sentir Levy beijando seu pescoço, quando sobe o corpo pra abraça-la. Os lábios pequenos tocando sua pele fazem parecerem borboletas andando. É excitante e faz cócegas. Em retribuição, ele beija seu ombro direito várias vezes e deita de costas no colchão, puxando-a junto. Ela está, claramente, afoita pra senti-lo dentro de si, então o Redfox decide dar o que a McGarden quer, tirando sua calcinha devagar.
A lerdeza é unicamente para irrita-la mesmo, e ele sabe que conseguiu quando as mãozinhas nervosas arrancam sua cueca de uma vez, as unhas raspando na bunda firme em pura provocação. A bela “camarão” adora provoca-lo. Com as roupas finais atiradas no chão, a maga das runas desliza sobre o Dragon Slayer, beijando-o do peito até a boca sedenta por ela. Ele não percebeu estar mais ansioso do que a moça para se conectarem.
O membro intumescido começa a raspar dentro das coxas de Levy, subindo para a virilha como se tivesse adquirido vida própria. Gajeel facilita o pleno encaixe forçando o corpo para cima e descendo o quadril dela com as mãos. Quando a conexão acontece, sua força nas pernas cai e os dois gemem pelo choque com o colchão, empurrando-o ainda mais para dentro. Tremores passam por ambos os corpos elétricos e suados.
Eles mal começaram a se mover e já se assemelham a corredores de maratona. Era normal ficarem neste estado depois da terceira rodada de sexo seguido, porém, agora os pelos de seus corpos se eriçam muito mais rapidamente. Não que seja ruim, longe disso! A “baixinha” discutira o caso com Mirajane e Evergreen meses atrás, na época em que a maratona deu início, e em comparação com as duas ela se sente quase como uma santa!
O dragão do aço cessa os movimentos sincronizados por um momento e deita-a de lado, agarrando firmemente o bumbum feminino e voltando a se mexer. Seus mamilos direitos roçam um no outro e as unhas dela vão formando novos arranhões nas costas do amado. Neste ritmo, Levy tem certeza de que logo virará pervertida como aquelas duas. Gajeel ainda se gaba por tirar sua virgindade antes de Natsu tomar a de Lucy.
Não que fosse uma competição, mas pelo instinto dragônico ele se orgulha de ser o único dela e tê-la marcado só não antes de Laxus fazer as honras em Mira. No instante em que a Strauss começara a ostentar sua marca dourada, a consumidora nata de livros quis sentir a mesma felicidade da amiga. Claro, o símbolo do dragão dos raios, segundo a mulher confessara, não é visível por estar localizado no vale de seus seios fartos.
A maga das runas era a única sabendo do namoro dela com o Dreyar enquanto os outros só suspeitavam, e tudo provavelmente seria descoberto nesta tarde, na planejada perseguição organizada por Makarov, mas a questão é que graças àquela conversa com a maga Take Over e Ever, esta discutindo abertamente a sua tórrida paixão com Elfman enquanto a outra tentava manter seu relacionamento em segredo, as dúvidas sumiram.
A marca de Mirajane não é visível, todavia a sua alegria sim. Naquele momento, ela entendeu por que Gajeel se gabava para Natsu, pois a marca de um dragão vai além de uma mera impressão pra demarcar a fêmea, ou o macho. Levy e seu companheiro tão orgulhoso oficializaram o ritual dos verdadeiros dragões, repassados aos Dragon Slayers junto dos seus poderes, conectando-se como um só por toda a eternidade.
Pensando nisso, um enorme sorriso surge em seus lábios antes de serem tomados pelo dito homem da sua vida. Eles poderiam casar posteriormente, para formalizar mais ainda seus laços com uma cerimônia festiva junto da família adorada, mas seja como for ela tem certeza de que os dois jamais se separarão. Alheio a tudo, o Redfox acelera seus movimentos, trazendo-a para junto do peito e apertando seu bumbum entre as mãos.
Ela, por sua vez, cruza as pernas ao redor dele até os pés comprimidos baterem no traseiro másculo. É maravilhoso sentir a proximidade de seus corpos enquanto batem as intimidades buscando prazer, apenas aumentado pela excitação das palavras desconexas ou incompletas, proferidas junto de suspiros, gritos e gemidos nos ouvidos um do outro. A McGarden jamais experimentara tamanho ardor, e dá graças ao companheiro que tem.
O clímax finalmente atinge o casal, que ainda continua conectado por mais alguns segundos. Os joelhos de Gajeel estão vacilando por causa do orgasmo forte e ambos dão baforadas altas tentando recuperar o ar perdido. Ele deposita cuidadosamente sua dama deitada, com a cabeça sobre o travesseiro, e por fim, se retira de dentro dela. Usando sua resistência sobrevivente, sorri e morde o canto inferior direito do abdômen delicado.
A marca cinza do dragão do aço vibra na hora, provocando outro arrepio na moça, transmitindo uma dorzinha gostosa e a dormência característica que se assemelha a leve pressão de uma barra gelada de ferro ou aço contra a pele quente. Em seguida, o rapaz deita ao lado da namorada e a abraça por trás, beijando sua testa. Ela suspira contente, o peito enchendo de satisfação e carinho, assim como o dele.

- A nossa missão é amanhã, não é?! – a maga pergunta de repente, massageando o braço direito que a aperta mais forte contra o dono.
- Sim. A Kinana já deixou reservada. – ele responde quase num sussurro, de olhos fechados e colocando a perna sobre as dela automaticamente.
- Então não precisamos ir para a guilda hoje. E acho que nem todos estarão lá.
- É, vamos dormir. – a resposta sonolenta a faz rir de leve.
- Tudo bem. – diz baixinho, virando um pouco o rosto para admirar o grandalhão com expressão calma de menino dorminhoco respirando em seus cabelos e, usando sua mão livre, afagando a bochecha do companheiro – Eu te amo Gajeel.
- Eu também. – desta vez a resposta é sussurrada, e com um risinho ela adormece.

Continua...

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