A Dona do Pedaço

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segunda-feira, 21 de setembro de 2015

Mudança de Opinião

Cap. 4
Mudança de Opinião


Se está certo ou errado, nem quero saber
Eu tô apaixonado, entregue ao prazer
Tô querendo um contrato, com o seu coração
Vitalício e fiel, sem desilusão
...
{Casa da Família Dreyar}

- Ah, que dia! – a voz cansada de homem preenche a sala da casa antes que o dono dela se jogue no sofá – Eu não acredito que passamos cinco horas fugindo daqueles...! – o grunhido de raiva o impede de finalizar, o que provoca a risada de sua acompanhante.
- Laxus... – ela fecha a porta e senta ao seu lado, deixando na outra ponta os fofos bichinhos de pelúcia ganhos no parque de diversões para acomodar-se sobre o peito dele – Eles só estavam um pouco curiosos sobre nós dois. Isso é normal, nós não contamos a ninguém que estamos juntos. – ele suspira e a traz para mais perto com o braço direito.
- Eu sei, mas é irritante! – a moça ri sem abrir os olhos, fazendo-o sorrir de leve, então ambos pegam fôlego e expiram lentamente, passando ainda alguns segundos ali – Mira... – a maga resmunga em resposta e o loiro a encara – Você está feliz comigo?
- Claro que sim! – a resposta é quase imediata e quando ela ergue o rosto percebe a surpresa dele – Por que você acha que eu não estou?
- Não, é só que...! – o jovem continua alisando o braço direito dela, levando a mão livre para suas bochechas rosadas – Eu pensei que você não fosse aceitar nem sequer ter aquele primeiro encontro comigo, que dirá ser minha namorada! – Mirajane tapa a boca com o indicador e ri o que, na opinião de Laxus, é um riso muitíssimo fofo, como todos.
- Bem, você mal conseguia me chamar pra sair e eu achei aquilo muito fofo.
- Do que está falando? Eu não me lembro disso! – ele joga o braço esquerdo sobre o sofá novamente, virando o rosto envergonhado, e acaba provocando outra risada dela – Eu só me lembro da sua embriaguez no final daquele evento.
- Ok, eu admito ter passado um pouco do ponto. – a Strauss torce o lábio superior e também olha em outra direção para desconversar.
- “Um pouco”? Você quase me mordeu! – a incrédula maga abre a boca querendo rir, assim como o companheiro, mas ambos se controlam enquanto o dragão gesticula de novo – Você praticamente incentivou o Natsu a levar a Lucy pra cama, se lembra?
- Tá, ok, certo, mas e aquela sua conversa de “vamos aproveitar esta linda noite”? – Mira aponta para o nariz dele – Você bem gostou que eu tivesse ficado bêbada! E eu nem estava tão mal assim, entendia perfeitamente tudo que estava acontecendo! Aquela declaração do Elfman me deixou nervosa e você quis se aproveitar de mim!
- Eu? Eu me aproveitar de você? – o loiro levanta rindo descrente e é seguido por ela até o quarto – Você tomou sol demais na cabeça, mulher!
- Ah, não venha se fingir de bobo não! Você não tirava os olhos de mim durante o evento inteiro do Dia dos Namorados! Acha que eu não percebi?
- Puxa vida, eu não sabia que você era tão convencida...!
- “Convencida”? Você é que não consegue admitir pra si mesmo que me deseja! – eles param na porta do quarto, antes que ele gire a maçaneta, e o rapaz segura o sorriso ao vê-la confronta-lo com as mãos na cintura – Vamos lá Laxus, admita! Você me quer!

O Dragon Slayer se aproxima lentamente dela, fazendo-a prender a respiração por força do hábito, e espera que feche os olhos. Quando parece que vai beija-la, recua e dá um peteleco na sua testa. A moça geme de dor e passa a mão no local com raiva.

- Você é que me quer; não consegue resistir ao meu charme! – o dragão dos raios entra em seu aposento altivo, convencido, e de costas a encara enquanto tira as sandálias – Então, o que está esperando? Vem com o seu gostosão, vem!

O tom de deboche e as mãos convocando-a como se fosse um bicho de estimação adestrado começam a irrita-la. Laxus sempre soube que irritar a maga Take Over é uma sentença de morte assinada, porém, nunca tinha tido antes a experiência de vê-la raivosa de fato. Nunca chegara ao ponto de aborrecê-la até sofrer alguma ameaça de morte. Ele menos ainda se preocupava com a ideia de ser alvo dela. Até agora...
Mirajane puxa o ar devagar e expira sem abrir a boca, ainda olhando-o seriamente. Em seguida, ainda mais lentamente, ela puxa a blusa por cima dos ombros, revelando os seios fartos escondidos sobre uma lingerie sensual, e desce a saia com movimentos dos quadris. Seu namorado acompanha a cena, vislumbrado, jurando que terá uma quente e longa noite de diversão, e, no entanto, na sequência a jovem some no corredor.

- Mira? – depois de chama-la e não obter resposta, ele vai para a porta e a vê indo até o banheiro – O que você vai fazer?
- Tomar um banho. – ela declara desabotoando o sutiã – Estou muito suja.
- Entendi. – o sorriso malicioso dele retorna – Estou indo!
- Ah, ah! – Mira levanta a mão, segurando a peça de roupa sobre os seios, e sorri triunfante diante a confusão do amado – Eu vou tomar banho só.
- O quê? Ah não, qual é Mira?! – a mulher acena e fecha a porta antes dele chegar perto – Ei! Oh, Mira! – Laxus começa a bater na madeira e apenas arranca risadas dela.

Minutos de castigo mais tarde, a maga sai do banheiro somente de toalha e entra novamente no quarto do loiro. Ele está aborrecido, coberto até um pouco abaixo do seu peito pelo lençol azul, e fingindo prestar atenção mesmo no livro que ela esqueceu sobre o criado mudo. Chega a olhar de banda para a silhueta feminina, logo desviando o olhar quando a moça sorri em resposta. Mirajane sabe que o dragão não está irado realmente.
O suor e as ruguinhas na sua testa delatam o disfarce. Felizmente, a jovem tem um ás na manga, infalível nestas ocasiões. Ela procura um CD específico na estante dele, se livra da toalha e começa a vestir uma de suas camisolas deixadas entre as roupas íntimas masculinas na gaveta enquanto prepara o som ao mesmo tempo. Quando a música suave toca, os pelos do corpo de Laxus levantam na hora, e isso o aborrece ainda mais.
Mira sabe exatamente como fazê-lo ficar balançado, como deixa-lo em suas mãos, e embora seja prazeroso é sempre chato ceder todas às vezes. Mesmo, desta vez, tendo sido ele a procurar essa provocação... Então, enquanto ela tira o livro das suas mãos e o embriaga com seu perfume natural e tentador, o dragão se lembra da parte boa disso.

- Que fique claro, eu deixo você me provocar porque você gosta disso.
- Hunhum. – a Strauss sabe que o Dreyar não reconhecerá facilmente a sua metade masoquista, mas está disposta a continuar provocando-o até ouvir essa confissão.
- Não está mais aborrecida comigo? – ele indaga apalpando sua bunda e trazendo o corpo da amante para mais perto do colo.
- Não estava aborrecida com você. – ela circula o seu pescoço, falando mansinho e roçando os seios no peito dele – Mas eu posso ficar se não me disser que me deseja.
- De novo isso? – o rapaz revira os olhos, e após uma careta a moça rebola sobre seu membro, sabendo que o dragão dos raios tirou sua cueca antes de se cobrir.
- Vamos Laxus. – a mulher pede manhosa, deslizando as unhas no pescoço grande e pelo peito malhado – Diz que me ama. Diz que me quer. – ele pensa em continuar essa briga preenchendo as mãos com as partes femininas carnudas, tentando arrancar gritos, gemidos e suspiros da amante, contudo, sua mente se perde numa névoa de desejo logo que os lábios rosados tomam os seus e a mão delicada desce à virilha.
- Que merda...! – o mago pragueja depois do beijo, jogando a namorada na cama e prendendo os pulsos acima da cabeça dela – Ok, você venceu! Eu só vou dizer uma vez: eu te amo e quero você, tudo bem?! Agora pare de me provocar mulher e me deixe fazer amor contigo de uma vez! – o sorriso da maga cresce rápido.
- Até que enfim, seu dragão teimoso! – ela ofega aliviada e o puxa para um beijo.

Os dois iniciam a própria valsa com ansiedade e ao mesmo tempo sem pressa de aproveitar a dança. Laxus nunca teve paciência pra fazer as coisas e por isso mesmo, na maioria das vezes, quase nada saia tão bem quanto poderia. Contudo, tratando-se de sua bela musa, ele consegue se controlar durante algum tempo. Isso é, até que ela decida ser mais ativa e retribuir suas carícias, então não existe mais necessidade de controle.
Mirajane conhece todos os pontos mais sensíveis do corpo do dragão dos raios, de cima a baixo e vice-versa, portanto é simples arrancar suspiros e ofegos dele, ainda que haja resistência, e não é o caso. A mulher demônio gosta de senti-lo se arrepiar aos seus toques quando escala o corpo másculo, roçando os seios em seu peitoral. É divertido ver a expressão dele ao fingir que vai beija-lo e logo depois descer para suas coxas fortes.
Nem é preciso comentar a resistência do loiro no instante em que ela usa todos os pontos do próprio corpo para agradá-lo, como ao roçar suas virilhas e arranhar seu firme traseiro, voltando cada mão numa massagem até os mamilos eriçados. Após a tortura da mulher, ele sempre tenta fazer o mesmo, mas normalmente só consegue isso quando seu membro já está aproveitando o sexo antes que se dê conta! Mira é terrível nesse ponto.
Se o Dreyar pudesse classifica-la, seria como uma “amante cruel”. Ela o seduz, dá o que ele quer, o enlouquece e espera o momento exato para usa-lo sem pedir permissão alguma! Ora... E também, por que precisaria? A maga Take Over invadiu seu coração já sem autorização, não haveria de ser agora que requisitaria um certificado autêntico para brincar com seu corpo! Felizmente, ele também conhece os pontos fracos físicos dela.
Uma leve mudança de posição pra encaixarem-se melhor, uma mordida na orelha e pronto, ela se entrega inteiramente. A moça pode considerar ruim não poder manter os olhos dele revirados por muito tempo, mas eles nunca se desviam dela. Pode ser chato a liderança ser passada um para o outro constantemente, sem parar um minuto, porém, sua mente sempre fica ocupada demais nessas horas e reclamar com ele vira segundo plano.
Quando os dois dão por si, enroscaram-se o bastante pra esquecer o lençol jogado no chão e do mundo além das quatro paredes exclusivas. Num ritmo acelerado, o casal sincroniza os movimentos durante alguns segundos, o momento do clímax que parece se estender muito mais, e finalmente descansam enrolados nos braços um do outro. Com as respirações aceleradas voltando ao normal, eles sorriem e acariciam-se suavemente.

- Você me deixou exausto, mulher! – a Strauss dá uma risadinha, massageando-o no peito e agarrando-se as pernas dele para continuarem conectados lado a lado.
- Ponto pra mim então! – o loiro ri também e de repente beija o topo da cabeça da amada, surpreendendo-a – Você está tão amável... Antes era teimoso e nada romântico.
- E eu não posso mudar? – Laxus faz um bico aborrecido, causando a risada dela.
- Claro que sim! – Mirajane o abraça e após mais alguns segundos sente a mão do namorado em seu bumbum junto à pressão no interior de sua intimidade – Mesmo eu te cansando, você ainda continua disposto. – os dois riem – Vamos apenas mais uma vez.
- Certo, só mais uma vez. – ele concorda, deixando-a cavalga-lo.

Todavia, os apaixonados repetem seu ritual alucinante mais uma, duas, três vezes até se cansarem de fato. Quando resolvem tomar banho, ainda passam vários minutos se divertindo na banheira, trocando carícias e conversando sobre o futuro. Não há maneira de continuarem disfarçando seu relacionamento para os outros, então decidem assumir o namoro no dia seguinte. Por hora, Mira obriga o mago a relaxar e repõe a camisola, indo deitar-se ao lado dele para observa-lo pegar no sono antes de ela mesma adormecer.

Continua...

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