Curiosidade: Iuliano Gozza é o defensor e capitão da equipe do Reggiana, um time da Série C em Milão, no mangá que dá continuação a Captain Tsubasa Road to 2002 (Captain Tsubasa Road to 2002 Go For 2006).
segunda-feira, 11 de fevereiro de 2013
Cap. 10
- As falas do Kojiro em aspas (") são pensamentos. Ele não narra os diálogos e a narração entre travessões (-) é minha.
Curiosidade: Iuliano Gozza é o defensor e capitão da equipe do Reggiana, um time da Série C em Milão, no mangá que dá continuação a Captain Tsubasa Road to 2002 (Captain Tsubasa Road to 2002 Go For 2006).
Curiosidade: Iuliano Gozza é o defensor e capitão da equipe do Reggiana, um time da Série C em Milão, no mangá que dá continuação a Captain Tsubasa Road to 2002 (Captain Tsubasa Road to 2002 Go For 2006).
Cap. 10
Olhar Com Nova Vida
{Kojiro Pov’s/Brasil, segunda-feira}
Cinco horas viajando em um avião lotado e com a Natasha me segurando pelo braço todas as vezes que me via largar a garrafa d’água dentro do espaço para copos na minha cadeira. Juro que preferia o jato particular do Pierre agora, mesmo sendo constrangedor às vezes! Pelo menos nós finalmente chegamos à universidade Sonore, depois de uma noite mal dormida em um hotel arranjado pelo treinador Kelvin. Mas parece que será difícil sair com esse monte de fãs loucas.
- Os ônibus alugados dos times entram na garagem. O campus é grande e até alcançar o corredor das salas de aula no andar inferior leva ao menos três minutos andando pelo pátio. A grande quantidade de plantas e flores exóticas deixa as jogadoras do Fever impressionadas, mas a atenção dos rapazes do Filiam é tomada pelas alunas caminhando por ali. Pedindo informação aos que passam, Kira consegue descobrir a localização do campo de treino dos futebolistas. –
- Saindo por um corredor aberto, o grupo chega ao campo e é cercado por fãs e repórteres cheios de pedidos e perguntas. Kojiro escapa da confusão de flashes e reconhece a cabelereira de Willem, se aproximando da ala do time Pars na divisória da grade de proteção. –
- Hyuga? – Kojiro transfere sua atenção do campo para a voz familiar.
Kojiro – Maki? – a garota sorri e ele também abre um sorriso, se aproximando para tocar sua mão – Nossa, há quanto tempo! Você está diferente.
Maki – Mesmo? – ela amplia o sorriso e demora a soltar a mão dele – É que não tivemos a chance de nos ver desde o fim do campeonato. O time viajou pra comemorar em Milão.
Kojiro – Verdade? Eu vi nos jornais que seu time feminino ganhou o torneio passado.
Maki – Pois é. – ela cora – Também vi as notícias sobre sua vitória. Parabéns. – ele sorri.
Natasha – Hyu, eu estava te procurando! – a garota o pega pelo braço novamente.
Kojiro – Tasha, você pode pelo menos me chamar pelo nome na frente dos outros?
Natasha – Por quê? Não temos nada a esconder! – ela para bruscamente vendo a atlética moça de cabelos castanhos curtos e olhos escuros parada à frente – Quem é ela? – a pergunta se infla e é cuspida de forma tão ácida que a garota se constrange.
Kojiro – O nome dela é Akamine Maki, Natasha. É da equipe japonesa de baseball.
Maki – Sou líder do fã-clube do Kojiro e vim aqui com meu time assistir ao Carnaval.
Natasha – Sei... – ela a analisa de cima a baixo e tenta sorrir amigavelmente – Não fazia a menor ideia que o presidente japonês tinha dado permissão para assistirem o desfile.
Maki – Na verdade a gente não tá participando do programa de intercâmbio, só mesmo o time masculino de baseball, então estamos meio de folga.
Natasha – Ok. – ela torce o nariz bem quando Kojiro olha para o lado e percebe as garotas do Hotter observando a conversa e se aproximando com Roberto, Emília, Mark e Talita.
Kojiro – Tasha, você pode me soltar agora. – ele se livra do abraço antes dela protestar.
Roberto – Kojiro. – ele sorri quando passa pelo portão de ferro seguido dos outros – Como você está? Não achei que viria tão cedo. – eles apertam as mãos e o rapaz, hesitante, acena para as moças, sendo retribuindo por poucas – Veio espiar o treino dos times?
Kojiro – O técnico Kira e o treinador Kelvin quiseram cumprimentar o senhor Troussier.
Natasha – Aproveitamos para vir junto. Olá querida tia! – Talita torce o nariz, porém, se deixa ser abraçada pela sobrinha rapidamente – Está engordando, ou é impressão minha?
Talita – Um grande prazer vê-la também Natasha. – seu sorriso estremece.
Mark – Vamos buscar a Gabriele e a Sanae no alojamento da minha amiga agora, então...
Natasha – Ah sim, nós soubemos que ela resolveu trocar de time. Deve ter sido chocante!
Camila – Não foi não. Gabi é nossa capitã, haja o que houver. E depois do campeonato ela prometeu voltar para o Hotter. Até lá a Lupita será nossa líder, mas até o campeonato eu tenho certeza de que a Gabi estará muito mais forte! – Natasha cerra os dentes, embora mantenha seu sorriso fingido – Agora com licença. Podem falar com o Fuji enquanto não voltamos.
- Dito isso eles se afastam e Kojiro passa um tempo observando o grupo sair do campo. – Será que meus amigos ainda pensam assim de mim? Eles não estão com raiva ou confusos pela minha decisão? Oliver deve ter falado com eles, mas as garotas ainda aparentam estar bravas. – Ele olha para dentro da área e vê o antigo time conversando animado com os jogadores do Pars e as moças do Vita. De longe o Fórtica observa e Willem e Justin falam sobre algo num canto. –
- Max Masanttini parece entretido numa conversa com seu técnico Kira e o sério Philippe Troussier. É então que o treinador Kelvin desvia sua atenção dos outros e vai até Kojiro. –
Kelvin – Natasha, por que você não vai conversar com as suas amigas? Mande as garotas olharem com o Filiam por aí e tente descobrir algo de útil!
Natasha – No fim, sempre me sobra explorar o campo inimigo! – ela sai aborrecida e o pai puxa o jovem para longe, olhando pros lados procurando bisbilhoteiros.
Kelvin – Kojiro, eu preciso de um favor seu. – sussurra aos sorrisos – Lembra-se daquele treinador físico da universidade Pritt, o Mendes? Você saiu de Jyrdan pouco depois dele tomar o lugar do Max, certo?! – o rapaz confirma com a cabeça – Pois é. Ele está aqui, acompanhando o seu antigo time e aquelas meninas da Emília. Eu quero que o procure. Max chegou aqui antes junto do Fórtica e me disse que, pouco depois de chegar, o Mendes se trancou com o seu irmão, Ariga, na sala dele e levou o Oliver Tsubasa junto. – Kojiro não disfarça sua surpresa – Quero que você procure a sala do Ariga e escute a conversa deles.
Kojiro – Mas treinador, isso é errado! Natasha também não devia ficar escutando as...
Kelvin – Escuta rapaz, você quer crescer no Filiam, está correto?! Então faça o que eu te digo e não vai se arrepender! Não é nada demais, apenas descubra qualquer coisa da Gabriele.
Kojiro – Gabriele? – até falar o nome dela lhe parece difícil – Mas por quê?
Kelvin – Não é um crime observar os treinos de outro time antes de um campeonato. Nós só vamos colher algumas informações sobre o rendimento dela, pra checar se esse tempo dela no Rio de Janeiro surtiu algum efeito. – Kojiro estreita os olhos.
Kojiro – E por que o senhor está se importando tanto com isso agora?
Kelvin – O presidente Carlo falou com você, não é?! – o rapaz levanta as sobrancelhas em surpresa – Ele falou comigo também. – Kelvin sorri – Vamos aproveitar esse tempo no Rio para saber um pouco mais do time que a Gabriele treina. Logo, logo acharemos algo interessante.
Kojiro – Eu aceitei ajudar o Filiam a vencer o campeonato treinador Kelvin, mas trapaças não fazem parte da minha lista de objetivos. Ganhar assim não traz nenhuma honra!
Kelvin – Trapacear? Ora essa Kojiro, que tolice! Perguntar como anda sua amiga é muito trágico? É infringir as regras? – mais uma vez, o capitão abre os olhos em surpresa.
Kojiro – Gabriele não é minha amiga, treinador! – ele desvia o olhar – Não mais...
Kelvin – Mas ela mesma não declarou em rede mundial numa entrevista que entende seu motivo para sair do Fuji? Que aceita o fato de você ter feito o melhor para sua família?
Kojiro – Ela não disse exatamente isso, e também afirmou que não me perdoa pela nossa briga antes da minha partida! Se nos víssemos agora, realmente nem sei o que aconteceria!
Kelvin – Então por que não tenta fazer as pazes com ela? – Kojiro franze o cenho – Será o melhor para todos se vocês se entenderem. Gabriele é temperamental, e com certeza puxou isso daquele seu pai teimoso, então... – o jovem retira as mãos do treinador de seus ombros.
Kojiro – Do pai da Gabriele? O senhor conheceu o pai dela?
Kelvin – Ah sim, um sujeito idealista e tolo, assim como sua esposa e a própria Emília. É incrível que os dois não sejam parentes! Acho que por isso a menina se apegou a ela quando foi adotada. Mas enfim... – o capitão continua quieto – Kojiro! Você está me ouvindo?
Kojiro – Desculpe treinador, mas ainda não entendi. Como conheceu o pai da Gabriele?
Kelvin – Minha nossa! Tudo bem, se você quer saber a história, o conheci quando aquela sua empresa de talentos cresceu, na época que começou a fornecer os modelos para a P.M.E. – o rapaz ergue uma sobrancelha – A empresa Propaganda Mundial Esportiva!
Kojiro – Sim, eu entendi essa parte. Quando se encontraram?
Kelvin – Minha antiga esposa, Milena, a mãe da Natasha, trabalhava na empresa dele. O homem casou com a sua secretária, então não vi motivo, como o seu sócio, pra não flertar com a modelo favorita da empresa! – Kojiro abre a boca, incrédulo – Bem, você entendeu o que fazer?
Kojiro – Ah... Certo. – ele pisca desnorteado – Vou ver se consigo achar a sala.
Kelvin – Muito bem garoto. – o treinador se afasta dando tapinhas no ombro dele.
- Com a cabeça cheia de ideias, Kojiro pergunta a alguns alunos onde é a sala do treinador Ariga e segue para lá de cabeça baixa, pensando em várias coisas que antes compreendia pouco. Ora olha pelas janelas dos corredores no segundo andar, ou observa os próprios pés enquanto o cérebro trabalha guiando seu corpo até os fundos do campus e criando novas teses de problemas a muito esquecidos. Ou então apenas guardados depois da briga com certa capitã rebelde. –
O Kelvin era sócio do pai da Gabriele? Eles eram amigos? Os dois casaram com mulheres que trabalhavam pra eles. Será que a Gabriele não gosta do Kelvin só porque ele terminou com a técnica Emília ou ela sabia de mais alguma coisa? Depois que ela me contou sobre os pais dela e o acidente de treze anos atrás no antigo aeroporto de Braja, hoje estádio Byte, eu tive vontade de pesquisar e descobri que a empresa Legends of Sports faliu depois da morte dos Montana.
Era esse o sobrenome antigo da Gabriele... Nenhum membro da família queria manter os negócios na empresa de talentos. Em notícias antigas sobre o acidente, os jornais dizem que ela tinha muitos parentes dispostos a tomar conta dela, mas se a Gabriele foi parar em um orfanato deve ter fugido da casa de alguém, ou... Não. A família dela não poderia ser tão ruim a ponto de manda-la pra um orfanato! Mas não tem nenhuma matéria em jornal algum sobre isso...
Se ela tivesse mesmo fugido e eles se preocupassem, teriam colocado um anúncio. E eu ia achar alguma informação! Pensando bem, me lembro de ter lido que os Montana não tinham a mesma nacionalidade. A mãe da Gabriele era uma brasileira. Quando uma criança nasce de um casamento inaceitável, a família pode até rejeitar. Será que ela foi um caso? Os parentes, sem ao menos pensar, a deram pra um orfanato e subornaram as autoridades para ficarem calados?
Eu devia contar pra ela o que eu sei do treinador Kelvin? Não devo satisfação nenhuma à Gabriele e vice-versa, mas e se for importante esse detalhe? Embora essa notícia nem pareça ter nada de mais... E Gabriele costuma ignorar as coisas que a chateiam. Quando me falou daquele acidente, ordenou que não contasse pra ninguém, então bem escondeu das próprias amigas.
Kojiro – Faria diferença contar o que eu sei? – ele fala em voz alta sem perceber e quando se dá conta olha para frente, dando de cara com uma porta de madeira pintada de azul-claro – É a sala do treinador Ariga... – Kojiro suspira e bate devagar, recebendo permissão para entrar.
Oliver – Kojiro! – o tigre também sorri e vai abraçar o amigo – Há quanto tempo!
Kojiro – Mesmo as conversas por telefone não matam tanta saudade. É bom te rever!
Oliver – Digo o mesmo! – eles riem brevemente e se separam.
Kojiro – E diga, desde quando está me chamando pelo primeiro nome?
Oliver – Ah... – ele cora – É que todo mundo passou a te chamar assim. Tratávamos você pelo sobrenome, mas desde a sua ida para Burguese as garotas começaram a chamar por Kojiro.
Kojiro – Engraçado... Geralmente ocorre o oposto e te chamam pelo sobrenome na raiva.
Oliver – Mas isso passa. Você vai ver! – o tigre não está certo – O que está fazendo aqui?
Kojiro – Ah, eu... – Kojiro finalmente percebe Ariga, sentado numa cadeira, e o treinador Mendes de pé escorado na parede, segurando uma xícara de café na mão direita, observando – É curiosidade, mas eu vim aqui falar da Gabriele. – Ariga lhe oferece uma cadeira perto de Oliver.
Oliver – A Gabriele? Nossa! Você tem perguntado muito sobre ela ultimamente.
Kojiro – Tenho? Deve ser impressão sua. – mente, coçando o nariz – Queria saber sobre o rendimento físico dela. Como está indo o treinamento?
Ariga – Antes que eu responda a sua pergunta, posso saber o motivo do interesse?
Kojiro – Bom... É que eu... A Gabriele e eu temos o mesmo problema na musculatura.
Oliver – É verdade. Os dois têm o lado direito do corpo mais desenvolvido que o esquerdo e o treinador Max, quando ainda estava em Jyrdan, na universidade Pritt, passou uns treinos. A Gabriele corria por uma ladeira todo dia, de manhã cedo e geralmente acompanhada do Pepe.
Mendes – Soube por ele mesmo que teve cuidados maiores com o senhor Hyuga.
Kojiro – O senhor Masanttini me treinou bem, mas eu não fiquei satisfeito com o tempo.
Ariga – Ficou difícil esperar muito por uma solução e você foi para Burguese, treinar com o Filiam e sofrer as humilhações do Kelvin? – Kojiro toma um claro susto e fica sem reação, nas tentativas falhas de dizer alguma coisa em defesa do treinador, mas não consegue.
Mendes – Ninguém vai criticá-lo por concordar conosco Hyuga. Ninguém suporta Braja, o presidente Carlo e muito menos o Kelvin, que já teve um longo histórico de escândalos.
Kojiro – Escândalos? – sua atenção entra em alerta novamente – Por quê?
Mendes – Você não soube do incidente de treze anos atrás? Bom, agora que entramos no novo ano já vai fazer um aniversário de quatorze, no dia vinte de dezembro.
Kojiro – Fala... – ele engole em seco – Do acidente no antigo aeroporto de Braja?
Mendes – Bem... É mais ou menos aí. Kelvin era sócio da empresa de talentos Legends of Sports, que pertencia ao Harris Montana. Os dois pareciam muito amigos, mesmo discordando de muitas coisas, mas quando Harris anunciou seu casamento com a sua secretária, justamente uma bela brasileira chamada Gabriela – Kojiro sente um arrepio na espinha e Oliver arregala os olhos -, Kelvin surtou. Ele já estava saindo com a mãe da Natasha, Milena, que naquela época a empresa contratou como modelo vinda de Milão, mas não tenho certeza se ela estava grávida.
Oliver – O nome da esposa do empresário Montana era Gabriela? Nossa! Eu não lembrei. Quando o acidente aconteceu eu vi nos noticiários, mas era muito novo. Engraçado... Ela tem o nome como o da Gabi, mudando a última letra, não é Kojiro?!
Kojiro – É... – ele mal está escutando – O que aconteceu depois mesmo?
Ariga – O de sempre: Kelvin se recusou a dividir os lucros com uma mulher, mas Harris casou com Gabriela mesmo assim e deu a ela a posse de metade da sua empresa. Pouco depois os dois casaram, no caso do Kelvin foi porque descobriu a gravidez da Milena. Harris e Gabriela se mostraram ótimos parceiros, eu diria. Sabiam administrar os negócios sem misturar a sua vida pessoal... A não ser quando era relacionado à filha. – outro arrepio percorre a espinha de Kojiro.
Oliver – Eles tiveram uma filha? – o sorriso do jovem capitão indica muito interesse.
Ariga – Sim. E agora que eu parei pra pensar, ela tinha o mesmo nome da Gabriele.
Mendes – Mas só pode ser coincidência. Ela foi adotada pela sua técnica e recebeu os seus dois sobrenomes: Alves Monterrey. A filha dos Montana morreu com cinco anos, pouco depois da morte dos pais no acidente do aeroporto de Braja, quando o avião explodiu.
Oliver – Meu Deus! – há uma pequena pausa – Como a menina faleceu?
Ariga – Alegaram os tios dela, pra quem o juiz autorizou a guarda, que a garota bebeu do veneno de rato guardado numa prateleira da casa. Como podem ter deixado algo assim perto de uma garotinha?! – o treinador se exalta e Mendes balança a cabeça, inconformado – O cúmulo!
Oliver – Que infelicidade... Mas o que o treinador Kelvin tem com isso?
Mendes – Surgiu um boato nessa época. Alguns vizinhos dizem ter testemunhado no dia em que aconteceu: um rapto. Gabriele Montana poderia estar viva, porque foi raptada! – Oliver abre a boca surpreso, mas a expressão de Kojiro é mais evidente há tempos – Teve quem alegou a irresponsabilidade dos tios da menina. Os vizinhos disseram ouvir gritos de reclamação, viam quando a pobre garotinha corria pra rua, tentando sair de perto deles.
Ariga – Ela não parecia ser desejada, e fez mais sentido quando a polícia descobriu alguns casos de denúncias de abuso dos próprios vizinhos. Parece que aqueles homens doentes, sangue do seu sangue, tentaram violenta-la mais de uma vez! – outra pausa perturbadora – A menina dava seu jeito de fugir e contava pra alguém do seu bairro, depois aparecia com hematomas pelo corpo no dia seguinte. – Kojiro de repente levanta da cadeira suando frio.
Kojiro – Ela era espancada? – ele quase grita e, surpresos, todos o encaram.
Mendes – Ficou difícil estabelecer testemunhos válidos com o desaparecimento da garota; era a palavra dos vizinhos contra a dos familiares. E todos diziam a mesma coisa: ela era muito bem cuidada, mas era uma menina ingrata. Aquilo foi um complô como nunca vi igual!
Ariga – Tudo porque a mãe da menina era uma brasileira órfã. – ele balança a cabeça com tristeza e tira os óculos para limpar – Kelvin teve o nome metido no meio da confusão como seu possível sequestrador, já que também não era a favor do casamento do sócio. “Ele foi pago”...
Kojiro – “com a empresa Legends of Sports”. – finaliza e volta a sentar, perplexo.
Mendes – Pois é... A empresa faliu e Kelvin a vendeu. Faria sentido, mas se esse homem e aquelas criaturas sem coração tivessem tido coragem de chegar a tanto...
Ariga – Bem, é apenas uma história. – relembra e sorri, colocando um boné branco – Com desrespeito ao rendimento físico da Gabriele, senhor Kojiro Hyuga, eu posso garantir que todos os treinamentos estão surtindo efeito. Sua massa muscular estará normalizada em pouco tempo e sem tanto esforço. Agora, por que não fica pra assistir aos treinos dos times Pars e Vita?
Mendes – Sim, vamos lá pra fora! Aqui está fazendo muito calor!
- Todos riem menos Kojiro. Enquanto caminham de volta ao campo, o tigre anda atrás do trio sem notar. Sua cabeça está a mil. Mesmo assim, ele tenta normalizar a expressão de horror que tomou conta de seu rosto alguns minutos atrás e para pra escutar uma música familiar que está sendo tocada em todo o campus. Nos arredores do campo de futebol, todos dançam, cantam e riem no ritmo de “Run Devil Run”, a música que Gabriele e as amigas interpretaram. –
Ariga – Aposto que isso é coisa da Gabriele! – ele ri e bebe da garrafa d’água em mãos no momento em que a melodia para – A diretora da universidade toca músicas que ela detesta e as duas sempre discutem sobre isso. Os colegas de sala e as companheiras de time a idolatram!
Oliver – É a cara dela mesmo! – diz antes de passar com Kojiro pelo grupo de repórteres e fãs para chegar ao campo do time Pars, onde os dois abrem a grade e entram chamando atenção – É você o capitão do Pars, o Iuliano Gozza? – o alto rapaz com um pequeno cavanhaque e uma rala barba extensa às costeletas se aproxima dos dois, deixando a conversa com Willem e Justin.
Iuliano – E defensor. – ele franze as sobrancelhas grossas – É Oliver Tsubasa, capitão do Fuji, certo?! – Oliver sorri e aperta sua mão – E você... Kojiro Hyuga... – quando ele sorri com ar de superioridade, o tigre fecha a cara – Agora o famoso capitão do Filiam.
Kojiro – Até o campeonato terminar. – relembra, mas Iuliano dá de ombros.
Iuliano – O que vieram fazer aqui? Estão preocupados com a concorrência?
Oliver – Só tivemos interesse em ver o treino de um dos times de futebol mais famosos do mundo. – ele sorri e Iuliano ri com surpresa.
Iuliano – Bem, é muito bom que a reputação do Pars esteja tão elevada! – os seus cabelos lisos e picotados de repente voam pra trás e ele amplia o sorriso – Ah, chegou a nossa Rainha do Futebol! – Oliver olha rápido na mesma direção e sorri, mas Kojiro demora a virar suas costas e quando o faz, lentamente, congela vendo aqueles conhecidos cabelos balançando ao vento.
Oliver – Gabriele! – ele chama a atenção da distraída garota, entrando em campo com seu grupo completo de amigas, as do antigo e do novo time, e uma mão na cintura.
Sanae – Oi Oliver! – ela acena de volta, sem perceber que inconscientemente ajudou Gabi a notar a presença do ex-parceiro, estático ao lado dele, e caminha até o grupo masculino com as outras garotas sorridentes logo atrás.
Gabriele – Kojiro Hyuga. – ela fala devagar e em tom ácido, o que não passa despercebido por Natasha, Maki e todos os outros presentes.
Kojiro – Oi Gabriele. – ele a cumprimenta lentamente, como se estivesse divagando.
Continua...
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