A Dona do Pedaço

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sábado, 12 de maio de 2012

Mel Envenenado

Cap. 4
Mel Envenenado


Antes de retomar o rumo de nossa história, vamos rever algumas cenas com maior atenção, para checar todos os ângulos dos eventos. Na noite anterior ao aniversário de Nunnally, deitada na sua larga cama, C.C. admirava fotos antigas espalhadas no colchão. Tanto seu lençol como o outro na cama ao lado, também de costas para uma vasta janela com vista para o andar de baixo, jazia quase todo no chão, perto de roupas sujas, lixo e papéis espalhados. Organização não é sua preocupação, tendo quem limpe a bagunça.
Foi quando Kallen saiu do banheiro e entrou no quarto, vestindo só uma boyshort preta. Não teve problema, sendo que as cortinas da janela do seu lado, à direita segundo a posição da parente rica, estavam fechadas. Mesmo não simpatizando com ela, C.C. se mantém na opinião de que é melhor dividir o aposento com a prima a ter que deixá-la livre na mansão, e correr o risco de tê-la levando um homem escondido.
Assim, a garçonete secou o cabelo molhado e pôs a toalha rosa sobre os ombros, contornando, dentre as coisas jogadas pelo tapete verde, garrafas d’água vazias e o peso de academia; parte do seu conjunto de objetos de exercício; para deitar com os pés sobre o travesseiro. Enquanto analisava suas despesas, expostas em folhas empilhadas sobre o lençol abaixo do primeiro, a ruiva deitou de banda, na direção da colega de quarto.
Apoiando o rosto na mão direita, ela fitou a ricaça, que levantava entre os dedos esquerdos uma fotografia no alto ao apoiar o braço direito sobre a barriga, coberta pela camisola cinza. Sua mente estava distante.

- Que fotos são essas? – Kallen puxou assunto.
- Minhas memórias... – C.C. respondeu simplesmente, jogando a foto de lado.
- Você não ficou com raiva por Lelouch estar namorando a Shirley, não é?!
- Ah, eles estão namorando? – mesmo sem um sorriso seu, a sua prima detectou a ironia no tom de voz – Eu não ligo, contanto que evitem de se agarrar dentro da minha casa. Eu prefiro evitar os jornalistas tocando a minha campainha pra perguntar o motivo de ter um casal fornicador se beijando frente ao meu portão.
- Ah, eu vi a foto que vazou deles. – a garçonete comentou, sem conseguir ocultar sua própria insatisfação pelo assunto – Para mim pareceu um beijo roubado.
- Tanto faz. – a colega de quarto simplesmente ficou de costas para si, desligando o abajur sobre seu criado-mudo – Você vai mesmo viajar amanhã para ver sua família?
- Sim; até já pedi dispensa no trabalho. Por quê?
- Por nada. Boa noite. – a ruiva estranhou a reação dela, mas também foi dormir.

Na noite seguinte, quando C.C. dispensara os empregados pelo sábado à noite e o resto do domingo, ela teve a surpresa de ver Lelouch chegar a pé em sua casa quando os outros ainda saiam. O grupo o recepcionara, e também à garota na cadeira de rodas com ele. Naquela conversa, a patroa conheceu a irmã do seu entregador pessoal, Nunnally, e soube da festa de aniversário que celebrariam com ela.
Quando todos se foram, o irmão solitário ainda ficou, indeciso sobre a ideia de ir embora ou fazer uma abordagem mais séria à rica senhorita. A moça não esperou pela conclusão dele e entrou em casa, mas acabou sendo seguida e deixou que o Lamperouge passasse da porta. Ela recolheu a própria louça suja do jantar e se manteve de costas pra ele enquanto a lavava na pia.

- Agora que vi sua casa por dentro, posso dizer que é realmente luxuosa.
- A escolha da decoração não foi particularmente minha, mas obrigada.
- Agora, uma senhorita rica lavando louça? É novidade para mim.
- Não sou uma inútil mimada, se é o que quis dizer. E não perguntei a sua opinião.
- Certo... – ele se aproximou mais, pegando a última maçã num prato sobre a mesa da sala de jantar e jogando para o alto, para pegar com a outra mão – Não me leve a mal. É que eu sempre achei os nobres um bando de parasitas privilegiados.
- Se eu sou um “parasita privilegiado”, isto faz de você o quê? Uma ameba? – o motoboy não rebateu a provocação, apenas mordeu um pedaço da fruta.
- Vai ficar sozinha até a segunda? Não acha perigoso?
- Provavelmente corro mais perigo com você aqui dentro. – ele riu de sua resposta, não notando que o semblante dela não demonstrava um sinal de piada, e foi quando, de repente, o telefone tocou – Alô? – na hora em que atendeu, o rosto de C.C. empalideceu por um momento, chamando a atenção do entregador, mas a expressão assustada logo mudou para uma de claro desprezo – O que você quer? – ela fitou Lelouch com o canto dos olhos enquanto ouvia a resposta – Não. Pouco me interessa. – disse andando para longe dele, ansiosa, e foi sendo seguida – Pare de me ligar! Acha que vou acreditar que está preocupado comigo depois de tudo? Eu não sou idiota! Esqueça que eu existo! – ao desligar, a jovem jogou o telefone longe, assustando o rapaz.
- Qual é o problema C.C.? Quem era no telefone?
NÃO TE INTERESSA! – ela gritou de volta sem se virar.
- Claro que me interessa! Olha só o seu estado! Me explique o que te deixou assim.
- Vai embora, por favor! – notando o quanto a amante de pizza parecia perturbada, ele se aproximou bem devagar, estendendo a mão para toca-la, mas houve recuo – Pode ir! Eu não preciso de gente fingindo se preocupar comigo! Sei o que você está fazendo. – quando a moça o fitou, o ansioso Lamperouge recuou a mão – Não precisa ter pena de mim. – C.C. não percebeu que sua companhia suspirou de alívio ao dizer isso – Sei que a Kallen deve ter te dito que sou uma bruxa ou algo parecido. Pois eu sou mesmo. Saia daqui, volte para a sua irmã, ou vou acabar te isolando do resto do mundo!

Naquele instante, para silencia-la, o motoboy teve o impulso de lhe dar um beijo. C.C. ficou pasma demais pra retribuir de imediato, contudo, se entregou aos poucos. Ao cessar do toque, que não demorou muito, nenhum dos dois se pronunciou com palavras, apenas se fitaram ofegantes. Em seguida, a jovem pulou sobre seu entregador e retomou a união feroz dos lábios, abraçando-o e sendo retribuída com desejo.
A princípio, Lelouch a tomou na sala mesmo, usando o sofá como suporte para as posições mais confortáveis possíveis, e ficou atônito ao sentir que a queria tanto quanto ela parecia quere-lo. Tendo o consentimento, que também foi uma surpresa para ambos, de gozar dentro dela, sem o interesse sobre seu período de fertilidade, o rapaz derramou-se. Ainda pressionando o quadril contra a intimidade feminina, eles pegaram fôlego.
Quando ele fez menção de se retirar, a moça o puxou para outro beijo, escalando sua cintura e o mantendo dentro de si. Segurando-a pelas nádegas, o Lamperouge andou cambaleante na direção do quarto dela, no segundo andar, mas teve de parar no patamar da escadaria quando a pressão de a possuir de novo ficou mais forte. Ao fim da segunda investida, o par ficou quieto, retomando o ar outra vez enquanto se encaravam.
Alguma coisa queria ser dita da parte dos dois, mas ficou presa em suas gargantas assim que a luz da lua penetrou o aposento. Vendo-se banhados por ela, eles ficaram em silêncio conforme tocavam um no outro, dessa vez com mais calma, se entregando ao momento. A rainha anfitriã guiou o rei convidado até seu refúgio entre quatro paredes, e ali passaram a noite se deliciando. Pela manhã, Lelouch acordou mais tarde do que de costume e sorriu ao sentir que estava tocando em algo macio.
Depois de perceber que se tratava do seio de C.C., as lembranças do que passou ao seu lado o bombardearam como mísseis. Assustado, o motoqueiro abriu a mão direita com cautela, se afastando dela e levantando da cama sem movimentos bruscos. Vendo que não a acordara, ele pegou seu celular sobre o criado-mudo, correu para um canto do quarto e discou o número de Suzaku imediatamente.
Com o barulho da conversa, a sua parceira não tardou a despertar, contudo, fingiu ainda dormir para ouvir escondido. Aos poucos, seu sentimento mudou de confusão pra surpresa, e disto para decepção, até ser dominada por um misto de emoções entre raiva, dor e tristeza. As intenções de seu amante temporário haviam sido reveladas.

- Não tem o que pensar. Aconteceu por impulso, Suzaku! Deve ter um monte de solteirões ricos se babando atrás dela!... Não sou um deles. Prefiro me afastar. – ela o ouviu finalizar antes de esperar a resposta e encerrar a ligação.

O Lamperouge suspirou e passou um tempo olhando o aparelho, até virar para trás e levar um susto ao ver a moça o encarando, sentada na cama. Já era difícil definir seus pensamentos, mas, certamente, nada de bom se passava pela sua cabeça na ocasião.

- Você... Escutou tudo? – C.C. não respondeu, apenas levantou da cama e recuou à outra ponta do quarto, segurando o lençol sobre o corpo – Olha, sei que está zangada...
- “Zangada”? – a jovem o interrompeu – E por que eu estaria? Só porque descobri que você insistiu tanto para ser meu entregador pra me chantagear? Que queria me fazer alegar publicamente que temos um caso, só para usar contra mim todas as fofocas sobre as demissões de entregadores que eu causei depois de seduzi-los? – o rapaz abriu a boca, sem saber como dar uma resposta – O que ia dizer? Ia alegar que é tudo verdade, se eu não mantivesse o seu emprego e parasse de comprar naquela pizzaria? Ou, supondo a minha inocência no caso, esperava que eu sofresse em segredo pela nossa separação, de um namoro de fachada, e abandonasse mesmo a ideia de exigir um entregador pessoal?
- Não é isso! Quer dizer... Eu pretendia tirar a dúvida do assunto, mas, de um jeito ou de outro, os funcionários que foram embora trabalharam para você.
- E ao invés de perguntar logo para mim o motivo disso, preferiu armar, com todo o cuidado, uma armadilha, para me pegar desprevenida e me manter como a vilã?!
- Você poderia mentir. – ela o encarou com olhar e sorriso incrédulos.
- Essa é sua desculpa? Você é exatamente como eu pensei que fosse. – o motoboy não entendeu o que isso queria dizer, mas coisa boa não foi, porque logo a dona da casa abriu a porta e apontou para fora – Saia!
- Mas... – o entregador não soube o que dizer – C.C...
SAIA! – a dama rica gritou, fechando os olhos com força e erguendo a cabeça – VAI EMBORA E NÃO VOLTE MAIS!

Ele não teve muita escolha; pegou suas coisas e foi embora da mansão. Ao ficar só, a moça se aproximou da janela para vê-lo partir e lágrimas começaram a cair por seu rosto de repente, como há tempos não ocorria, antes que cedesse ao chão. Já longe dali, Lelouch pegou a sua moto na doceria e percorreu várias ruas, sem saber onde ir, o que fazer, a quem recorrer. Finalmente, na hora do almoço, ganhou um novo objetivo.
Enquanto comia qualquer coisa em uma lanchonete, Nunnally ligou avisando que Suzaku e Euphemia não estavam em casa e nem atendiam aos celulares. E é aqui que a história retorna ao rumo atual. Indo pra casa do casal, a fim de fazer companhia à irmã depois de seus amigos a deixarem em segurança, o Lamperouge liga insistentemente pro amigo, até que este, por fim, atende.

- “Sim Lelouch?” – do outro lado da linha, o Kururugi parece cansado.
- Graças a Deus, Suzaku! Onde é você e a Euphemia se meteram? Nunnally e eu estamos aqui preocupados desde a hora do almoço!
- “Eu sinto muito, Lelouch. Peça desculpa a Nunnally por mim também.”.
- Mas... Que diabo aconteceu? A sua voz está estranha.
- “É que... Eu sai com a Euphe para um passeio pela manhã, e...”.
- Oi... Você... Você está chorando? – assim que o motoboy pergunta, Nunnally se aproxima com preocupação – Ei, Suzaku, me conta o que houve! É algo com a Euphe?
- “Lelouch...” – o comerciário engole um soluço – “A Euphe... Ela foi violentada.” – o entregador entra em choque por um momento, sofrendo uma invasão de sensações diferentes e sem ter como coloca-las em ordem.
- O que... O que está dizendo? Como isso...?
- Lulu, me diz o que aconteceu! – sua irmã pede aflita, agarrando-o pela jaqueta.
- Espere, espere um pouco! – ele pede, sem saber para quem exatamente – Suzaku, me diz onde você está e eu vou aí agora mesmo!

Tendo as coordenadas do amigo, Lelouch pede para Nunnally espera-lo e trancar a porta, garantindo que, quando puder, retornará para dar informações. Quando chega no hospital indicado, o rapaz entra nervoso e é recebido pelo deprimido Suzu, que o abraça aos prantos. Eles se dirigem ao refeitório para conversar com calma, e após beber água, Suzaku consegue explicar a situação.

- Nós fomos passear e eu a deixei sozinha por alguns minutos, só para comprar sorvete. Pensei que não teria problema; ela estava olhando algumas vitrines. Mas assim que voltei para onde estava, notei que Euphe tinha sumido. Entrei na loja mais perto pra perguntar se alguém tinha a visto e nada. Então eu achei uma presilha de cabelo dela no chão, a de flor que eu dei de presente quando namorávamos. – o motoqueiro acena com a cabeça em entendimento, aflito pela sequência da narração – Eu larguei os sorvetes e corri atrás de ajuda. Encontrei um policial na rua e pedi que procurasse pela Euphe junto comigo, então ele também pediu reforço pelo rádio na viatura. Usando o carro dele, nós vasculhamos toda a área próxima, até que, finalmente, outro policial avisou pelo rádio que tinha encontrado uma mulher com as descrições físicas da Euphemia.
- Ok, e... – o Lamperouge engole a seco – Como ela estava? – o Kururugi espreme os olhos em desespero, escondendo parte do rosto entre as mãos juntas.
- Ela estava jogada em uma praça, escondida entre arbustos, e, por muito pouco... Não estava nua. – na mesma hora, os ouvidos do motoboy tapam, suas pupilas tremem e as mãos começam a suar, uma reação que, ele não sabe, foi igual à do marido ao achar a sua esposa nesse estado – O policial que a encontrou cobriu seu corpo com uma jaqueta que usava na hora, e disse que não tinha ferimentos graves no corpo. Mas concluíram que ela foi... – o comerciário se interrompe e aperta os dedos com força – O canalha que encontraram tentando tirar a roupa dela depois que desmaiou foi levado preso, e ainda vai ser interrogado. – termina de explicar com falta de ar, graças ao aperto em seu peito.
- Eles pegaram o seu número, te disseram se vão mantê-lo a par do caso?
- Eu dei meu telefone, mas não sei. Não pensei nisso; nada mais me passava pela cabeça além de espancar aquele miserável! – o Kururugi eleva a voz com raiva – Eu, por pouco, teria matado ele, se não tivessem me segurado!
- Ok, tudo bem, eu entendi; se acalme! – o entregador toca o ombro dele com sua mão esquerda, pensando com surpresa no quanto de ódio deve estar sentindo seu amigo sempre calmo para proferir com tanta segurança uma coisa dessas.
- É culpa minha, Lelouch! Eu não devia ter deixado a Euphe só! Eu a machuquei!
- Não diga isso. Estou do seu lado. Nós vamos enfrentar tudo juntos, como sempre.

Depois de um tempo, o seu parceiro se acalma e os dois retornam para o quarto de Euphemia, encontrando-a acordada. A médica que a examinou informa que está bem de saúde e já pode retornar para casa, então o trio parte em um táxi. A moça tenta manter o sorriso no rosto, de ar despreocupado, mas não permite que seu esposo a toque muito, o que claramente aponta uma consequência do acontecimento traumático.
Ao saber do ocorrido pelo irmão, Nunnally leva algum tempo de lágrimas para se recuperar do choque, mas quando consegue, faz companhia à amiga no quarto. Passadas duas semanas, as coisas parecem voltar ao normal da rotina. O casal retoma o trabalho na doceria, todavia, a esposa agora evita o contato com o companheiro. O antes alegre Suzu começa a sofrer em silêncio, tentando entender que ela precisa de um tempo.
Solidário a dor deles, e tentando ocultar as próprias dúvidas sobre sua vida, o seu aliado, Lulu, surge um dia na loja, após o cansativo trabalho na pizzaria. Como sempre, cumprimenta sua irmã, Euphe e vai conversar com o proprietário no depósito.

- Como você está? – Suzaku não consegue responder de imediato, só ri de leve, admirando o nada – Euphemia andou chorando de novo?
- Não... Mas não me deixa mais tocá-la. – ele encara o chão, juntando as mãos – Ontem eu perguntei por que, e ela me disse que... Se sente suja...
- É só uma fase, Suzaku. Dê a ela um pouco mais de tempo, e talvez...
- EU NÃO POSSO, LELOUCH! – Lelouch se assusta, e o Kururugi também com seu próprio tom, então abaixa a cabeça, constrangido – Desculpe... Mas eu não posso... – o comerciário faz uma longa pausa e puxa o ar – Ela... Pode estar grávida.
- O que disse? – o Lamperouge questiona retoricamente – Isso... Isso é sério? Mas por que você acha que é o caso? O que ela está sentindo?
- Euphe prefere achar que é só uma fraqueza temporária, mas as cólicas constantes e os inchaços... Ela tem estado mais sensível que o normal. Eu suspeito que seja mesmo uma gravidez. Então, você entende a minha situação? Euphe precisa de mim e eu quero ficar ao lado dela, mas não posso tocá-la!... – o proprietário ri com ar de desespero – E eu nem sei se o bebê é meu filho!...
- Suzaku... – o motoqueiro põe uma mão no ombro do amigo – Eu queria poder te dizer algo. Não sabe como me sinto inútil por não poder ajuda-lo quando mais precisa de mim. Mesmo depois de tanto ter recebido a sua ajuda, eu...! – Suzaku faz um aceno negativo com a cabeça e abre um sorriso sincero, apertando a mão dele.
- Tudo bem Lelouch. Eu agradeço que tenha escutado o meu desabafo... Obrigado.

O sorriso triste do jovem faz o entregador se sentir mais impotente ainda. Quando os dois voltam para a entrada da loja e ele vê o antes feliz casal se tratar quase como se fossem desconhecidos, o rapaz toma sua mais importante decisão. Para ajudar os seus amigos, Lelouch precisa de apoio. Precisa de... C.C.

Continua...

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