
quarta-feira, 29 de junho de 2011
Cap. 2
^^ Minna, aqui está a continuação da fic de The Prince que ficou inacabada. Logo, logo eu prossigo com a continuação da fic de Super Campeões e inicio a de Soul Eater.

Cap. 2

~ Sakuno Pov's ~
- Como não vai poder vir? – lamento no telefone – Estávamos contando com a ajuda de vocês pra preparar minha festa de aniversário, Eiji!
- "Eu sei fofinha, mas não tem como. A Haruki tá trabalhando num vestido de festa que não quis me dizer para quem é e agora eu tô meio que preso em uma loja com a louca da minha última ex, então..."
- Ah... Tudo bem, eu falo com ele. – suspiro. Ele me dá um alegre, mas, ainda sim, nervoso "tchauzinho" – Tchau. – desligo.
Ponho o telefone na pia e termino de amarrar meu avental branco. Estou faz uma hora na cozinha, preparando salgadinhos, e o Ryoma chegou há pouco tempo. Também estávamos esperando que o amigo dele, Eiji, e minha amiga Haruki pudessem vir dar uma mão nos preparativos da minha própria festa de aniversário, pra qual a lista de convidados não é lá grande coisa.
Por falar nisso, faz um tempo que ando pensando como foi rápido o pulo da primeira vez que conheci o Ryoma, pra mais tarde conhecer o Eiji em um encontro que a Haruki concordou em marcar para nós quatro, até a amizade. A Haruki já é minha amiga desde a sétima série, até hoje a garota de cabelos e olhos negros que encanta qualquer homem com o corpo atlético.
Pegando a personalidade dela, semelhante a do Eiji, eu posso entender um pouco porque foi tão veloz essa simpatia que adquirimos com eles, já que ela conquista qualquer um!
- Quem era? – ouço uma voz masculina descendo as escadas em frente ao fogão (que é ao lado da bancada/pia onde eu estou, muito arduamente, ainda lutando pra terminar a primeira remessa de salgadinhos), que dão para os quartos no segundo andar.
- O Eiji. Ele me disse que nem ele nem a Haruki vão poder vir, porque estão ocupados. – tiro os olhos da massa na forma e levanto a cabeça, no que acabo tomando um susto.
Ryoma está com uma calça jeans e blusa simples, ambas pretas, usando por cima o avental rosa que encontramos jogado na gaveta de panos de prato do armário ao lado das escadas. Com um pouco de sufoco, ele termina de prender o avental e me encara, enquanto me controlo pra não rir.
- Quer dizer que vamos ter que arrumar tudo sozinhos?
- Acho... Acho que sim. – respondo ainda perplexa com a beleza dele e reparando de leve no quanto ele tá engraçado, mas, sem notar, começo a rir.
- O que foi? Eu disse alguma coisa engraçada?
- Não. – tiro a mão da boca – É que... O avental...
- Ah, eu sei que tô ridículo com esse avental! – ele suspira entre seus resmungos, andando até mim.
- Sinto muito. – faço um sinal para que vire de costas e ajeito o nó que ele tinha feito – Se eu não já tivesse sujado este aqui, você poderia usar, mas esse era o único limpo pra que não precisasse tomar outro banho.
- Não tem problema, ele é do meu tamanho pelo menos... – termino o nó e ele vira. Sorrio sem jeito – Em que eu posso te ajudar?
- Ah, eu estou cuidando dos salgadinhos agora. Quer ajudar?
- Mas eu não sei fazer salgados, e nem posso me sujar, esqueceu? – vejo-o erguer uma sobrancelha.
- Tudo bem, você pode ir lendo o livro de receitas e me passando o que eu precisar. Que tal? – ele faz que sim com a cabeça e passa por trás de mim, se pondo ao meu lado.
- E pode me dizer por que você tem um livro de receitas se trabalha com buffets? – viro-me pra ele e sorrio.
- Bom, eu não posso saber todas as receitas, não é?
- Hum... – resmunga, voltando a cabeça pra frente.
Mesmo tendo a leve impressão de que ele corou, resolvo ignorar a idéia e me volto para a massa na forma. Tratamos de aproveitar bem meu dia de folga e dez horas depois terminamos toda a comida (incluindo o bolo de umas três camadas!) e espalhamos os enfeites pela casa inteira; até as camas estão postas com as colchas novas (daquelas que a gente só coloca de enfeite)!
Ryoma e eu estamos estirados no sofá, ele muito mais a vontade do que eu, que apesar de estar usando um short não consigo relaxar na frente de um homem, por mais amigo ou da família que ele seja! Ofereço uns segundos mais tarde um café e ele pega a xícara com um sorriso de ponta a ponta nos lábios.
- Ah Ryoma, eu quero agradecer. Muito obrigada por me ajudar! – sorrio e seguro a minha xícara. Ele tira a dele da boca e me encara.
- Por nada. Eu fiz porque quis Sakuno. – de repente ele sorri.
Seu sorriso é lindo, o primeiro que ele me mostra de verdade! Desde que vi Ryoma pela primeira vez já senti um formigamento anormal no corpo todo, como se estivesse com sintomas clássicos de nervosismo antes de uma festa do tipo luxuosa onde preciso preparar um dos meus buffets. A questão é que, com este sorriso de matar qualquer uma, o formigamento faz meu coração pular.
Os outros sintomas que vão tomando conta de mim, mãos suando, rosto esquentando, olhos buscando qualquer abrigo dentro dos seus olhos, me dão a clara certeza que todos sentem na hora que estão perto de alguém com quem se sentem bem: eu estou apaixonada pelo Ryoma! Mesmo sem saber como, nem o porquê, desde quando, mas nada disso me importa agora!
- Você está com fome? – me controlo. Ele solta a xícara na mesinha – Faz tempo que estamos trabalhando...
- Não. Eu nem consigo mais ver comida hoje depois de tudo aquilo de doce e salgado! – toca a testa e se encosta ao sofá. Começo a rir baixinho – Seu riso é bonito, devia rir mais vezes. – o elogio dele me faz corar.
- Ah... Sim, eu... – abaixo a cabeça – Obrigada.
- Você também joga tênis com a Haruki, não é?
- Jogo sim, sempre que posso. – (parece que ele esqueceu!).
- Podíamos jogar juntos qualquer dia. O que acha?
- Seria ótimo! Duas duplas, eu nunca fiz isso antes.
- Mas eu te vi jogando antes e você até que é boa.
- Mesmo? Eu não acho, nunca consegui rebater mais de dez vezes! – rio.
- O seu problema não é a raquete, mas o jeito como segura ela.
- Como assim? – ele levanta a mão, como se estivesse segurando uma raquete, e desencosta do sofá balançando-a.
- Dependendo da maneira como você segura sua raquete, seu jogo pode ir variando com rebatidas diferentes e assim também não precisa se preocupar em mudar o encordoamento tão cedo.
- Jura? – começo a me animar – Eu não sabia disso.
- A maioria das pessoas que acha que já aprendeu tudo no tênis pode não saber nada na verdade. É por isso que é bom ter um instrutor experiente.
- E quem foi o seu Ryoma? – o sorriso dele parece mudar de repente.
- Meu pai, mas eu nunca consegui derrotar aquele velho...
- Verdade? Mas você parece ser tão bom no tênis.
- É porque ele me treinou pra vencer os outros, mas derrotar ele é outra história bem diferente! – dá de ombros e volta a me encarar – E você? Por que é que começou a jogar tênis?
- Ah, essa é fácil! – sorrio – Bom, de início foi porque a Haruki pediu. Ela precisava de uma parceira pra praticar os saques que o ex-treinador, que era também o namorado dela, ensinava. Mas depois ele a largou por outra garota. Haruki quis desistir do tênis, mas eu a incentivei a continuar como um tipo de terapia pra esquecê-lo e daí em diante nunca mais largamos!
- É por causa disso que vocês são tão unidas?
- Sim! Pode-se dizer que jogar tênis aumentou a nossa estima.
- Eiji e eu nunca tivemos esse tipo de problema. – ele pega a xícara e bebe outro gole de café. Faço o mesmo.
- E por que vocês dois gostam tanto de tênis então?
- No meu caso eu não sei responder, quando vi já estava jogando! Assim que vim morar aqui, nos EUA, conheci o Eiji e daí nós vimos que o tênis era uma coisa que tínhamos em comum. Começamos a jogar...
- Vocês parecem ser populares com as garotas, principalmente as que jogam tênis também. – ele afasta a xícara e ergue uma das sobrancelhas.
- Por que você acha isso? – (ele também se esqueceu que no mesmo lugar em que me viu praticando também jogou e lá tinham muitas garotas!...).
- Daquela vez em que vocês foram jogar um contra o outro... – eu tento sorrir da melhor forma que consigo.
- Ah... Mas aquelas garotas estavam surpresas por pouco.
- Se você acha... – viro o rosto, tomando outra "dosagem" de café.
- Por que não está namorando ninguém? Se é que não se incomoda de eu perguntar isso agora... – levanto a cabeça um tanto surpresa e balanço a mão.
- Não, não! Tudo bem. – deixo a xícara, ainda meio cheia, na mesa – Eu até já tentei sair com um ou dois rapazes, mas a maior parte deles só quer se aproveitar de mim, então eu deixei de tentar. – ele volta a soltar a xícara.
- Eu não acredito que todos sejam assim; deve haver algum cara que você deve ter gostado de verdade ou algum que te correspondeu, não?
- Bom... Teve um sim, mas ele não era fiel como eu pensava.
- Ele te traiu? – o rosto de Ryoma se contraiu e ele parece se interessar.
- Sim... – lamento, mexendo as mãos e abaixando a cabeça – Não durou muito tempo, porque eu descobri o que ele estava fazendo logo quando flagrei uma cena dele beijando sua secretária, mas acho que valeu a pena pra me dar uma lição! – suspiro. Uns segundos de silêncio mais tarde e sinto duas mãos tocando as minhas sobre meu colo.
- Sakuno, ele por acaso vem à sua festa de aniversário?
- Ah é, ele vem sim. Ele é um amigo da irmã da Haruki, que não tem a menor idéia do que aconteceu.
- Nem contar pra ela que ele te traiu você contou?
- Não. Não tive coragem... – confesso cada vez mais encabulada com seu toque suave. Ele chega mais perto.
- Sakuno, eu quero te perguntar uma coisa...
- Ah... Pode perguntar. – sinto meu estômago revirando outra vez.
- Você não se importa por eu estar passando mais tempo do que o normal na sua casa, não é? – fita-me sério.
- O quê? – minha única reação é a de surpresa. Achei que ele fosse falar outra coisa (como se eu gostaria de ser sua namorada, talvez...!) – Não, eu não ligo. Gosto da sua companhia, Ryoma! – abro outro sorriso.
- Pra falar a verdade, estou ficando surpreso com as minhas próprias atitudes ultimamente... Eu não sou de fazer esse tipo de coisa.
- E... Por que acha que está fazendo? – quase sussurro.
- Porque eu... – ele pausa e só depois vai aproximando nossos rostos, o meu com uma das mãos que agarrou meu pescoço – Eu acho que te amo.
- Ham? – mal tenho tempo de pronunciar direito a última palavra.
Os lábios quentes de Ryoma tocam minha boca despreparada e consigo sentir um leve sabor de leite (ele tomou o leite morno que preparei pra ele logo que demos uma parada pra merendar sem que eu visse!). Bem devagar ele empurra a língua pra dentro da minha boca, de encontro a minha, e mesmo com elas entrelaçadas a necessidade de união vai ficando cada vez maior.
Quando dou por mim, já estou sentada no colo dele, tentando respirar no ritmo que meu coração sente que precisa pra continuar batendo. Meus braços parecem não querer me obedecer e já foram parar ao redor do pescoço dele, que está segurando com ímpeto a minha cintura, como se achasse que irei fugir a qualquer momento...! O que não deixa de ser uma verdade.
Começo a tentar, em vão, me soltar do abraço dele, que fica mais apertado conforme procuro me livrar. Seus olhos são tão penetrantes que chega a ser quase impossível não observá-lo! Ryoma traz meu corpo para mais perto do seu e vai aos poucos dando leves beijos no meu pescoço. Nisso a minha maior preocupação é em não me arrepiar e ele sentir que estou gostando.
- Ryoma... Eu não sei se nós devemos... – sussurro, mais suspirando que provendo algum tipo de frase.
- Por-que-não? – continua me beijando enquanto fala – Somos-adultos.
- Eu sei, mas... – outro suspiro – Nós mal nos conhecemos!
- Eu-não-acho – olha nos meus olhos -, faz quase um mês que nos vimos pela primeira vez Sakuno.
- Mesmo assim. – ele inicia uma sessão de carícias pelos meus braços, me deixando visivelmente arrepiada.
- Eu não sei ainda o que eu sinto, mas eu não paro de pensar em você!
- Eu... – as palavras parecem engasgar na minha garganta.
- Posso pelo menos continuar perto de você? Não vou fazer nada que não queira, eu prometo! Só quero ter certeza dos meus sentimentos por você.
- Eu quero que você fique comigo. – admito – Não quero que se afaste!
- Mesmo? – ele me abraça – Vamos nos conhecer melhor primeiro, nós podemos sair pro cinema ou pra outro lugar depois do seu aniversário!
- Claro! – devolvo o abraço e nos afastamos – Mas vamos devagar.
- Sim. – sorrimos – Mas... Será que eu posso passar a noite aqui hoje?
- Pode. – começo a massagear seus cabelos – Pode vir na hora que quiser.
- Vou me mudar pra cá ainda amanhã então! – deposita outro beijo na minha boca – Eu espero que goste de gatos. O Karupin vai gostar de você!
- Eu amo gatos! – volto a circular seu pescoço e dou-lhe um longo beijo.
Continua...
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