segunda-feira, 23 de setembro de 2013
Cap. 11
OBS: Este capítulo se passa entre os episódios 93 e 94 do remake de Hunter x Hunter.
Cap. 11
Ponto da Paixão Efêmera
- Gene, pela milionésima vez, coringa não é uma carta opcional!
- Mas se está inclusa no baralho eu tenha que usar, não é?!
- A gente costuma descartar porque ela pode substituir a função de qualquer outra carta.
- Tadinha! Já pensou o que ela sente todas essas vezes em que é deixada de lado?
- Não, não pensei. PORQUE É UMA CARTA! Agora para de perturbar e puxa outra!
Meados de novembro. Após a despedida dramática do grupo de amigos, Gene e Kelly seguem sozinhas pelo seu próprio caminho, buscando pistas para a localização de Katrina. Leório e Liana as mandam cartas ou fazem ligações sempre que possível, pois as duas viajam constantemente, já não passando mais do que três dias em uma cidade. No momento, elas se encontram fora dos limites de NGL, jogando cartas em um quarto alugado de uma pensão requintada no centro da vila local.
Junto às mensagens do casal da medicina, as garotas também recebem constantes pedidos de retorno dos pais. Mais da metade das chantagens emocionais vem por parte da mãe de Kelly. Killua estava certo; sair de casa sem avisar se tornou um inferno particular do qual a jovem se vê obrigada a fugir constantemente. Não faltaram perseguições dos membros de sua família ao longo dos meses.
- Seu celular está tocando. – Gene avisa e a amiga bufa aborrecida, deixando as cartas sobre a cama e andando com os pés descalços no chão de madeira até a escrivaninha.
- Alô? – uma pausa e o seu semblante muda radicalmente – Senhor Netero? Quem é?
- Me dá esse telefone aqui! – a Dilatam arranca o objeto de suas mãos – Senhor Netero? Oi, é a Gene Dilatam, tudo bom? – sorri diante a resposta – O que houve? – o homem responde na outra linha e a notícia a deixa animada – Tá bom, eu aviso pra Kelly. Muito obrigada por nos avisar! Eu retorno assim que puder. Um abraço. – ela desliga e joga o aparelho nas mãos da dona.
- Qual o motivo de tanta felicidade? E quem é Netero?
- Sua memória é péssima para esses detalhes Kelly, francamente! O senhor Netero é o líder da comissão de organizadores do Exame de Caçador!
- Ah, fala daquele velhinho barbudo que mentiu para a Katrina e todas nós? Sim, eu lembro.
- Você é terrível! Ele não é mau, eu sei disso. E se não acredita em mim, pode ter a prova bem agora. Ele acabou de informar que Gon e Killua estão na vila!
- Eim? Eles por acaso estão nos seguindo? E como o velho sabe disso?
- Foi ele que os mandou para cá. Segundo o senhor Netero, Gon e Killua estão querendo mais força para salvar um amigo que acabou sendo capturado por umas criaturas... Qual o nome?... Ah, Chimeras Ants! Ou sei lá como se pronuncia. Esses bichos são metade animais e humanos. Pelo que ele disse, parece que o Gon quis enfrentar uma dessas bestas, mas o Killua não deixou e o trouxe em segurança para cá. Senhor Netero vai deixa-los ir junto com seu grupo de busca deter as Chimeras se eles derrotarem dois assassinos que estão escondidos nessa vila.
- Para mim parece uma missão idiota. Se eles querem ficar mais fortes, podem ir à academia.
- Você é muito supérflua, mas tem razão. Os dois podem estar em uma academia! Vamos dar uma vasculhada por aí? Por favorzinho! – pede de mãos juntas.
- Nem pensar! Nós já rodamos esse lugar e combinamos de ir embora hoje à tarde.
- Nossa Kelly, não seja má! Nós podemos pegar um trem amanhã de manhã.
- Não e não. Nem faz cinco meses que saímos da Rua das Rosas e você já quer vê-los?
- Mas você não quer se encontrar com Killua também? – a garota a encara assustadoramente – Quer dizer... Ah, vamos pelo menos ver o Gon.
- Bem... – ela cruza os braços – É... O Gon pode ser. Ele é bacana.
- Então vamos! Eu vou pegar casacos e você vai atrás das chaves!
Assim, as moças saem apressadas e começam sua busca pela área. Embora a vila não aparente muita grandeza, em nenhum lugar elas conseguem localizá-los. Quando Kelly se cansa, arrasta sua amiga para uma loja de roupas e a força a escolher sapatos novos, de preferência botas cano longo.
- Ah Kelly, você sabe que eu não gosto de usar salto!
- Baixinhas geralmente têm vertigem com altura, mas estou te fazendo um favor. Aprenda a se equilibrar e vai ver que gostará dessas botas. Estão lindas!
- Estão mesmo. – a vendedora concorda – E ficariam ainda mais bonitas com este vestido. Os recaimentos bordados na cintura foram feitos do zero.
- Normalmente, as roupas são feitas a mão. Importa-se de nos deixar escolher em paz? – ela a enxota com uma mãe e a mulher se afasta aborrecida.
- Kelly, pare de ser rude! Por que anda tão aborrecida? Está de TPM?
- Mulheres de TPM não costumam ser tão lindas como eu sou. – ambas riem e a Nikoro senta em uma cadeira atrás da Dilatam – Elas geralmente ficam horrorosas, como... Aquela mulher ali.
- Quem? – Gene olha para trás e vê uma figura sombria olhando algumas blusas no canto da loja – Nossa! Ela realmente é... Estranha.
- Estranhamente feia você quer dizer. Como alguém pode chegar a esse ponto?
- Devíamos ajudar. Tentar torna-la mais bonita, você sabe.
- Pare de tentar ficar ajudando cada pobre alma que você vê vagando pelas ruas! Aquela ali é um caso perdido, não tem salvação. Deixe para as vendedoras tentarem restaurá-la, será divertido de ver. E desse canto nós podemos assistir de camarote.
- Sua sádica insensível! Quebra esse teu coração de pedra! Poxa Kelly, o que custa? E se ela estiver se arrumando para um encontro?
- O rapaz vai sair correndo. – a garota ri até ser estapeada no braço – Tudo bem, vamos!
Gene sorri e puxa a amiga para junto da moça de aparentes 22 anos. Os seus lábios são azuis, os cabelos negros longos e encaracolados, os olhos fúcsia e sua pele pálida, meio acinzentada. É alta e tem unhas compridas. O vestido que usa é de tom claro, longo e sem mangas, mas ela usa luvas brancas nos antebraços e está calçada com uma sandália simples de dedo. Quando as meninas vêm em sua direção, a estranha ergue o rosto e abaixa as mãos antes levantadas.
- Oi, tudo bem? Eu sou a Gene e esta é minha amiga Kelly. Qual seu nome?
- Palm. – a não mais estranha responde um tanto tímida.
- Palm, eu percebi que você estava procurando algumas roupas mais... Modernas... E a gente pensou se não gostaria da nossa ajuda para escolher.
- Por que vocês me ajudariam? São vendedoras da loja?
- Não. – a mais nova ri – Mas, sem querer ofender, não gostaria de uma ajuda para ficar mais bonita? Quem sabe nós possamos te dar umas dicas de moda, como arrumar seu cabelo.
- Bem... Eu tenho um encontro, então quero mesmo ficar bonita.
- Ah, então você tem um namorado? Eu disse Kelly!
- Estou chocada. – a garota recebe uma cotovelada da amiga, mas continua rindo.
- Ah não, ele não é meu namorado. – Palm responde envergonhada, fechando a mão perto do rosto – Mas quem sabe eu possa capturar seu coração amanhã.
- Para quando é esse encontro? – Kelly pergunta com pouco interesse.
- É amanhã, às dez horas em frente ao quadro de avisos da vila.
- Então nós temos algum tempo. Que tal começar pelas roupas? Gene ajuda você e eu posso dar umas dicas sobre os sapatos. Depois vamos ao salão de beleza.
- Eu agradeço pela ajuda. – as três sorriem e começam a andar pela loja.
Em pouco tempo, Palm está arrumada com botas brancas de salto, um colam verde com um vestido amarelo por cima e ainda usando suas usuais luvas. Completando o visual, uma bolsa rosa, brincos dourados e maquiagem leve, deixando seus lábios mais rosados. Seu cabelo está escondido por uma peruca de cor castanha, penteada com uma franja no lado direito do rosto, deixando seus olhos mais visíveis. As unhas estão devidamente cerradas e pintadas e sua pele mais branquinha.
As garotas se despedem no entardecer, Gene contente por ter cumprido uma boa ação e Kelly louca para voltar à pensão e deitar na cama partilhada. Infelizmente para ela, sua amiga ainda não está satisfeita, pois nem tiveram uma única pista de Gon e Killua. Depois do banho, a Nikoro sai do banheiro apenas de calcinha, com uma toalha amarela no pescoço cobrindo seus seios, e seca os seus cabelos enquanto encara a menina sentada na poltrona, fuçando seu celular em busca de respostas.
- Posso saber por que você ainda não comprou um celular?
- Meus pais não queriam que eu usasse um até completar quinze anos.
- Quanta bobagem, meu Deus! Celular é uma necessidade básica na vida de uma pessoa.
- Mas eles acham que enquanto eu estiver de estômago cheio e tiver um teto sobre a cabeça estarei feliz. Se bem que agora não me parece o bastante.
- Porque não deve ser mesmo. Você é muito conformada. Precisa se arriscar, se aventurar! Dê em cima de alguns garotos, pelo menos!
- Você não é muito precoce para a sua idade?
- E você enxerida. – Kelly toma o celular das mãos dela – Por que está mexendo nele?
- Procurava mensagens, ligações perdidas, qualquer coisa do senhor Netero.
- Ainda pensando naquela informação que ele deu? Esquece isso.
- Como posso esquecer? Por acaso não disse que queria ver o Gon?
- Eu ainda posso ligar pra ele, e você também. Amanhã vamos te comprar um celular. – ela ri e senta ao seu lado – Vejamos... O velho disse que eles estavam aqui e precisavam lutar contra dois assassinos mandados por ele mesmo para conseguirem uma permissão de segui-los atrás de umas... Criaturas estranhas das quais eu não lembro o nome.
- Chimeras Ants. – Gene corrige revirando os olhos.
- Tanto faz. – ela dá de ombros e abana a mão – Bem, primeira pergunta: como ele sabe que a gente está aqui? Não acredito que depois de tudo esse velho ainda esteja nos perseguindo!
- Não entendeu que o senhor Netero está indo atrás dessas feras com um grupo de resgate pra ajudar o amigo do Gon e do Killua? Ele nem deve estar pensando em nós.
- Se de fato não estivesse nem teria ligado. Deve ter alguém nos espionando e mandando uma porção de informações sobre nossa jornada para ele.
- Se for verdade, você está muito confortável para a ocasião. Vai acabar sendo surpreendida e seu corpo será exposto em uma revista masculina! – Gene ri quando recebe uma almofada no rosto.
- Besta! – Kelly começa a se trocar – Mas é sério. E tem mais uma coisa: por que o Netero fez questão de nos avisar que o Gon e o Killua vinham para cá?
- Nós concordamos em trocar telefones e nos ajudar a resolver os problemas que temos. Se ele estava envolvido com a Katri, assim como todos aqueles examinadores ao seu lado, é natural...
- Não é. – a Nikoro interrompe, tirando o cabelo de dentro da blusa do pijama – Os Caçadores são iguais a pistoleiros atrás de recompensa: uma vez contratados, cumprem a missão até o fim pelo dinheiro. A família do Killua, de assassinos profissionais, é dessa forma, a minha, de caçadores-de-recompensa, é assim, e da mesma maneira o Netero e os outros...
- Pode parar Kelly! Eu não vou deixar você continuar os criticando desse jeito! Sabe tão bem quanto eu, ou talvez até melhor, que Korapaika ama mesmo a Katrina. Nós o vimos triste quando ela sumiu, ele estava se culpando! E o Senritsu gosta dela também, assim como todos os outros.
- Ainda que gostem realmente, você não pode negar a verdade: foram todos contratados para cuidar dela temporariamente. – Gene abaixa os olhos e comprime os lábios – Aliás, eu ainda quero ter uma conversinha com os tios da Katrina. Aquela história da bisavó dela ter sido violentada era a mais pura mentira, e eu quero muito saber o motivo deles terem mentindo.
- Provavelmente para protegê-la dos estrangeiros. Sempre foram todos muito cautelosos.
- Eu chamo de medrosos. Claro, é compreensível esse comportamento depois que a tribo quase foi dizimada, mas ainda que a Katrina seja a líder do clã não é direito deles prendê-la na ilha ao seu lado para sempre! Ela tem direito de ser feliz! – a amiga concorda com a cabeça e Kelly se joga sobre os lençóis – Enfim, voltando ao assunto, se Netero e os outros gostam dela não importa. Basta irem auxiliando nossa busca até a encontrarmos, e sua ajuda pode ser útil se desviarem a atenção de nós.
- Eu acho bem aceitável que eles nos espionem. Você nunca se comunicou com algum deles e nem me deixou ligar. Se não souberem onde estamos, como vão poder nos alertar se descobrirem as pistas do desaparecimento da Katri ou da localização dos olhos vermelhos e do pai do Gon?
- Tudo bem, eu já entendi! Quando comprarmos um celular pra você amanhã, vai poder ligar o quanto quiser para o Gon e qualquer um dos outros. Jogue conversa fora!
- Você por acaso está com ciúme? Ainda tem o Killua. – Kelly senta de uma vez, vermelha.
- Por que, diabos, você insiste em falar sempre daquele idiota? Por que eu ia querer saber dele se nem simpatizamos um com o outro? Não me diga que quer nos unir.
- Bem, pra mim vocês pareciam bem simpáticos até descobrir que ele sabia daquela mentira.
- Nós só tivemos um acordo sobre nos sentirmos sufocados pela nossa família.
- Sei... – Gene reprime um riso – Bem, então vamos dormir. Quem sabe se sairmos cedo para comprar meu celular amanhã, não acabamos dando de cara com os garotos.
- Se acontecer, eu jogo o Killua da ponte mais próxima e fugimos com o Gon.
- Oh... Então será que você não está interessada no Gon?
- CALA A BOCA! Vamos dormir. – a menina solta mais um risinho e apaga a luz.
No dia seguinte, as duas saem por volta de oito horas da pensão com bastante insistência de Gene, que arrasta uma Kelly sonolenta pelas ruas. Com sua ajuda, a garota acaba comprando o seu primeiro celular usando do dinheiro guardado que ganhou durante um trabalho como linguista.
- Um celular verde? Não preferia uma capa melhor?
- Eu gosto de verde e amarelo. Além disso, o que importa é o celular.
- Tem razão. E você conseguiu comprar um último modelo; esse trabalho de linguista rende.
- O que interessa é o celular ligar e desligar. E você também é boa caçando tesouros.
- É de família. E você vai me deixar jogar no seu celular, certo?! Tem uns jogos legais aí.
- Tá, mas tente não descarrega-lo a toda hora. Ei, o meu estômago está roncando.
- O meu também. Vamos parar em algum restaurante.
Depois de sentarem nas cadeiras de uma mesa nos fundos da lanchonete mais próxima, com a visão privilegiada da rua, e pedirem um prato igual de hambúrguer com refrigerante, Kelly come o seu lanche rapidamente. Esperando a amiga terminar, ela verifica o relógio, marcando dez horas, e olha na direção do quadro de avisos. Quando percebe, Gene vira na direção e a encara.
- A Palm ia ter o encontro dela naquele lugar há essa hora, não é?!
- Estava pensando nisso. Você foi bacana em ajudar ela.
- Você também ajudou, mesmo eu insistindo muito. – ambas riem.
- Não quer ir ver quem é o encontro dela? Vamos checar se nossas dicas deram certo.
- Ok. – a menina termina de engolir e segue a Nikoro em direção ao local – Onde ficamos?
- Quem sabe podemos esperar perto das esca... – Kelly se interrompe.
- Que houve? – Gene segue seu olhar e toma um susto – É o Killua?
- É! O que aquele doido está fazendo disfarçado? – a Dilatam contrai o olhar.
- Ele não parece disfarçado. Só está sentado no banco, lendo uma revista.
- Com um gorro na cabeça e os ombros encolhidos? Claro que não! Ele está espiando alguém. Quem é? – elas correm o olhar pelo cenário e levam outro susto – Gon?
- É ele. Mas por que está parado perto daqueles quadros de avisos?
- Ei, aquela é a Palm! – Kelly aponta – Ali, perto do cara gordo de óculos no celular!
- Não acredito...! – as pupilas de Gene tremem – Ele é o encontro da Palm?
- Vamos saber agora. – a Nikoro puxa a mão dela e as duas se escondem no outro extremo do ambiente, atrás de um dos quadros – Ela vai sair detrás daquele homem. – elas aguardam ouvindo o garoto elogiar a beleza da moça e esperam até ver Killua os seguindo quando saem e deixam o seu esconderijo – Bom, é verdade, o Gon era o encontro da Palm.
- Por que ele não disse nada? Por que não nos ligou se sabia que estávamos aqui?
- Tem certeza de que eles sabiam da nossa presença?
- Como assim? – a garota pergunta com voz chorosa, aproximando as mãos do peito.
- Gene, o senhor Netero pode ter nos informado da localização deles, mas não deve ter dito da gente para eles. Se os dois estivessem mesmo atrás de dois assassinos e caçando Chimeras Ants, por que o Gon estaria num encontro com a Palm?
- Está querendo dizer o quê com isso? – a voz dela sai quase falha.
- Não sei quais as intenções do velho quando fez aquela ligação, mas está claro que nem Gon ou Killua estão ocupados correndo atrás de bestas meio humanos e metade animais.
- Mas... Se... Talvez eles só estejam aproveitando um tempo livre...
- Cai na real Gene! Gente ocupada com malucos desse tipo ia ter tempo de arranjar encontro com uma mulher, no mínimo, uns dez anos mais velha? – a garota não consegue responder, apenas fica encarando a saída com cara de choro e ofegando rápido – Gene. Você... – a amiga a encara – Ei, será que não é você quem gosta do Gon? – por cinco segundos a menina fica paralisada com a boca semiaberta e depois começa a tentar falar alguma coisa, mas nada sai – Você gosta mesmo do Gon?
- Gosto. Quer dizer, ele é um bom amigo e...
- Ora, por favor, não me faça de idiota! Entendeu o que quis dizer. – Gene suspira devagar e expira tudo de uma vez, abaixando as mãos e balançando a cabeça em afirmação – Ai, meu Deus!
- Fique quieta! Eu não quero que ele descubra.
- Por quê? Isso é muito legal! O Gon é um garoto divertido e inteligente, muito gentil e... – de repente ela trava – Oh... Agora eu me toquei... Ele está com a Palm.
- Não é só isso. Ele gosta de se aventurar com o Killua e eu sou mais caseira. Seria chato ter a minha companhia. Não somos compatíveis.
- Não são? Vocês juntos parecem duas crianças! Os dois são divertidos, inteligentes e gentis!
- E de que adianta agora se ele está saindo com outra garota?
- Era justamente isso que eu estava falando! Mas Gene, pelo amor de Deus, a Palm é velha!
- Ela não é velha! É bonita, quando se arruma, e parece ser simpática.
- Mas quando a pessoa não nasce bonita tem que ter pelo menos simpatia, né?!
- Eu acabei de dizer que ela é bonita! Como posso vencer contra ela?
- ELA DEVE TER UNS VINTE E POUCOS ANOS E ELE TEM SUA IDADE! NÃO HÁ COMPETIÇÃO, SUA MEDROSA BOBA!
- PARA DE GRITAR! – as duas olham para os lados e se constrangem com o público que vê, então saem rapidamente e tomam fôlego da corrida quando estão do lado de fora – Mesmo que eu vá lá dizer o que sinto, acho que ainda não estou pronta para um relacionamento. E nem ele.
- Se tem condição de sairmos sozinhas de casa e ficar vagando de cidade em cidade por meses, ganhando dinheiro com o que podemos fazer de melhor, assim como eles, dá para você se confessar.
- Não vou fazer isso agora, nem tão pouco hoje. Já compramos meu celular, vamos embora.
- Embora? Depois de tanto torrar minha paciência para nos encontrarmos com eles você quer ir embora? Vamos pelo menos saber por que o Gon está num encontro com a Palm!
- Não, eu não quero saber! Os dois pareciam muito contentes e eu não quero atrapalhar.
- Credo mulher, você gosta de sofrer! Pois eu acho que se não for se informar agora vai piorar sua paranoia. Vai ficar me perturbando pedindo conselhos, e sabe que eu não sei ajudar gente nos momentos de fossa! Pelo menos ligue pra ele. Eu te passo o número.
- Eu ligo, mas não hoje. Também não vou te incomodar com isso. Por favor, vamos embora.
- Ok. – Kelly suspira e começa a andar ao lado dela em direção à pensão – Quer saber de uma coisa? Eu acho que quando você crescer, daqui a uns anos, Gon vai implorar pra ser seu namorado!
- Sério? – Gene ri de leve – Talvez eu o esqueça até lá. Mas e se quando nos encontrarmos ele estiver ainda mais bonito, inteligente, divertido e gentil do que antes?
- Bom, então... Eu vou te desejar boa sorte.
Continua...
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1 comentários:
Yooo :3
Queria saber se aceita parceria ^^
Espero resposta lá no blog u.u
http://otakudokidoki.blogspot.com.br/p/parceria.html
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