A Dona do Pedaço

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quinta-feira, 12 de julho de 2012

Cap. 5

Cap. 5
Como me Livro Dela?


Então vamos saber agora o que aconteceu exatamente com Zuko e Mai quando foram pra seu encontro... Naquele entardecer meio nublado, procurando se livrar logo da garota, ele foi ao restaurante mais próximo da praia, vestido com a mesma roupa de sempre, exceto pela camisa. Mai estimava um lugar mais romântico, e não cheio de pessoas seminuas, cheias de areia e com os cabelos molhados, de estômago roncando! Mas vamos combinar que é o que ela merece!...

E ainda assim, ela também estava com a sua roupa de praia!... Zuko pediu sushi e eles se sentaram de costas para a estrada em direção ao mar. Aborrecidos, sem falar muito, eles deram fim nos sushis em pouco tempo. O garçom voltou a trazer outro prato e Mai mastigou um bem devagar, aproveitando a distração de Zuko para se aproximar dele. Quando encostou braço com braço, ele a encarou e suspirou diante do olhar questionário, soltando os hashis na mesa.

- Mai, nós não vamos voltar e eu não quero mais nada com você! Será que não entende?
- Mas por que Zuko? – ela também soltou seus pauzinhos – É aquela garota?
- Na verdade é! – ele falou por fim, tentando não chamar atenção pelo volume alto ao que sua voz subiu – Eu gosto dela sim e você não tem nada com isso!
- Eu não acredito que está me dizendo isso! – olhou-o incrédula – Nós terminamos sem mais nem menos e agora você diz que se apaixonou por outra?
- Não foi sem mais nem menos! E nós nem chegamos a namorar!
- Não chegamos? E você chama aquilo de quê?
- Até onde eu saiba, não oficializamos nada, estávamos apenas saindo juntos!
- Não pense que vai se livrar de mim assim Zuko! – ignorando o público, ela elevou a voz.
- Mai, fale mais baixo! Quer atrair o quarteirão inteiro?
- Não me mande ficar quieta! – ela levantou e ele suspirou, abaixando a cabeça – Se quer ela, tudo bem! Pode ficar com aquela aproveitadora! Duvido que o seu pai concorde com isso!
- Eu não preciso da aprovação dele e muito menos da sua!
Mai saiu bufando do lugar e Zuko ficou com o papel de pedir desculpas ao público.


...

Voltando ao hospital, Willa está tomando o café-da-manhã, em plenas sete horas, e os pais conversam sobre alguma coisa enquanto ela vê a televisão. Lino tem picotados cabelos negros e olhos castanhos, o que deixa claro que a filha puxou a mãe em dotes. Quando a garota termina de comer, ela dá o prato a Melanie, sentada ao seu lado em uma cadeira perto do marido, mas o garfo cai no chão. Ela se debruça para pegar e então vê um bilhete amassado debaixo da cama.

- Pai, espera! – Lino recolhia o garfo quando a vê de cabeça baixa e pára – Tem um papel jogado ali. – ela aponta para o chão, ainda curvada.
- Um papel? – o pai estranha e se abaixa para pegar o dito cujo, entregando para a filha.
- É para mim. – Willa constata, vendo o seu nome no meio das dobras amassadas – E é do Zuko! – os pais se aproximam para ler junto com ela o bilhete – Ele está pedindo que eu vá para a praia hoje, às nove horas. Diz que tem uma coisa importante pra me dizer e também que teve uma ideia pra se livrar de Azula e Mai. – Lino e Melanie se entreolham quando Willa os encara – Eu posso ir? Por favor! Eu quero saber o que ele quer me dizer!
- Se ele quer dizer alguma coisa, por que não veio diretamente aqui, pra te ver?
- Aquela ex-namorada dele não deve ter deixado! – Willa troca um olhar cúmplice com a mãe, o que deixa o pai perturbado.
- O médico vem aqui pra te ver e possivelmente liberar lá por volta das oito, meu amor. – Melanie explica e a garota suspira.
- Eu vou ter que esperar... – sussurra chateada – Mas o que será tudo isso?


...

Em retorno a praia, Zuko está reunindo com os amigos de costas para o mar. Quase nove horas. Tai Li havia ligado pra Azula e Mai, pedindo um encontro, e elas se reúnem com o grupo no local marcado. Como o irmão está sério, a abelha rainha também permanece séria. Sua amiga, pelo contrário, bate o pé nervosamente, com uma das mãos na cintura. Após alguns segundos o estranho teste de resistência sobre o sol quente tem fim quando Zuko resolve abrir a boca.

- Azula... Eu vou pedir pela última vez: deixe-nos em paz!
- Você não está sendo um pouco melodramático irmãozinho?
- Você e Mai fizeram do nosso descanso na praia um verdadeiro inferno e ainda enviaram a Willa para o hospital! Acha que eu estou exagerando?
- Por que acha que fomos nós? Ela pode muito bem ter caído sozinha! – Mai responde.
- Não caiu não, e vocês sabem disso! – Tai Li responde brava – Eu vi os rastros na trilha e eles indicavam uma anomalia nas pegadas, como se alguém tivesse freado bruscamente. Se fosse assim, a pessoa na frente teria levantando uma grande quantidade de terra.
- A terra que se acumulou com aquele monte de folhas que vimos prova isso. – Toph diz.
- E quem estava na frente naquela hora era você Mai! – Katara acusa por fim.
- Tudo bem, fui eu sim! – ela confessa – Fiz a trilha ficar mais escorregadia de propósito!
- Mai... – Zuko cerra os punhos – Como pôde fazer isso?
- Ah, sem drama, vai! – ela faz uma careta, cruzando os braços e olhando pro outro lado.
- Isso é sério! – Aang continua – Mandaram uma garota inocente para o hospital apenas por diversão. Se dissermos pra polícia que vocês fizeram tudo intencionalmente, vão ser presas!
- E você acha que vamos ficar aprisionadas? – Azula ri – Somos menores de idade! Além disso, aquela idiota não se machucou tão sério assim. Eles apenas nos dariam uma bronca!
- Você não pensou que se chamarmos a polícia, eles vão avisar o seu pai? – Suki sorri.
- E por que eu devia ter medo? Eu sou a sua filha predileta, então é claro que ele vai ficar do meu lado! – ela aponta para si mesma com orgulho.
- Ah, mas tem uma pessoa que não vai gostar nada dessa história! – Sokka ri e pausa.
- O vovô. – Zuko finaliza, abrindo um sorriso quando Azula desmancha o seu – Ele pode até reconhecer o seu talento e aceitar o seu ingresso no exército, pra continuar a tradição, mas o vovô odeia escândalos e o papai o respeita, apesar de não concordar com ele em muitas coisas. O que você acha que vai acontecer se eu contar pra ele o que você fez? – Azula estremece.
- Você não ousaria. – Zuko permanece firme, irritando-a e assustando Mai – Mas o vovô nunca acreditaria! Como você mesmo disse, ele confia mais em mim do que em você. Ele sabe o péssimo neto que tem! Você não tem talento pra entrar no exército e nem é o neto favorito dele, Lu Ten é, e sabe disso! – Zuko dá de ombros.
- É claro que eu sei, mas tanto ele quanto o tio Iroh e a mamãe me apoiam!
- Seu... – Azula grunhe, tirando sorrisos do rosto de todos exceto Mai – Está certo. – ela é quem dá de ombros desta vez e suspira aborrecida – Eu vou embora. Já consegui o que eu queria de qualquer forma. – diante do sorriso vitorioso, o grupo estranha.
- Do que está falando? – Zuko questiona por todos.
- Aposto que aquela garota ficou traumatizada por causa do que aconteceu! – Mai ri.
- Sim. – a amiga concorda – Ela vai ficar bem longe de você, com medo de ser machucada outra vez! – as duas se afastam rindo e o rapaz range os dentes.
- Não dê atenção a elas Zuko! – Aang aconselha – Eu tenho certeza que a Willa não pensa assim! Ela é uma garota muito corajosa!
- É verdade, e ela gosta muito de você também, dá pra ver! – Katara concorda.
- É, mas... – ele tenta argumentar a favor da sua angústia.
- Não fique tão inseguro! É isso que elas querem! – lembra Suki.
- Você não tinha pedido que a Willa viesse as nove pra praia? – relembra Sokka.
- Pedi. Deixei um bilhete nas mãos dela. Se ela tivesse lido, estaria aqui, não?
- O médico pode não tê-la liberado ainda. – Tai Li sugere, mas Zuko só se deprime mais.
- Ah, pra mim chega! – Toph grita, sacudindo os cabelos e chamando a atenção dos outros – Eu passei este fim-de-semana todo tendo que aturar aquelas duas e todo esse melodrama entre o Zuko e a Willa. Juro que se eu tiver que escutar mais alguma coisa sobre esse assunto, eu vou gritar! – alguns seguram os risos e então a garota segura Zuko pela mão – Vamos!
- Pra onde? – ela o arrasta sem responder – Toph, pra onde nós vamos?
- Ver a Willa no hospital, é claro! Se ela não vem até você, você vai até ela!
- Mas se ela não veio, não deve querer me ver!
- Que besteira! É claro que ela quer te ver! – Katara apoia, ajudando a empurrá-lo.
- E como sabe disso? Depois de tudo o que aconteceu, eu não a culparia se ela nunca mais quisesse olhar na minha cara! Eu causei a dor dela!
- Que conversa! Foi a sua irmã e aquela ex bem psicopata que você tem! – Sokka fala.
- E o que eu vou dizer? Não consigo encarar ela agora!
- Vai sair alguma coisa na hora. – Suki sorri – Mas você precisa chegar lá primeiro!
- E como nós vamos chegar ao hospital? – de repente todos param de andar e ele estranha.
- Acho que não será preciso. – Tai Li ri e aponta para frente.

Zuko olha na direção indicada e vê Willa ao lado dos pais e de Bumi. É então que ele se dá conta de ter sido arrastado até a entrada da praia, perto do balcão de pedidos. Sua amada está se segurando para não pular de alegria, pelo que se percebe, enquanto sustenta um sorriso enorme no rosto. Sem conseguir conter, ele também sorri bem na hora em que ela corre para abraça-lo.

- Desculpe! O trânsito estava horrível! – ela diz de olhos fechados e ele cora.
- Tudo bem. – ri – Mas você perdeu a melhor parte. – Willa se separa dele.
- Melhor parte? – estranha, mas logo se lembra do bilhete – Ah sim! Cadê a Azula?
- Foi embora. – todos fora Zuko falam ao mesmo tempo, rindo em seguida.
- Jura? Mai também? – o rapaz confirma com a cabeça e ela ri – Não acredito! Por quê?
- Pra resumir a história, eu ameacei contar ao vovô o que ela tinha aprontado. Desde que éramos crianças, todas as vezes que ela fazia traquinagens eu quem a acusava. – os dois riem.
- Que coisa! Eu queria ter visto! – Willa lamenta e todos riem – Ah sim, esses aqui são os meus pais! Eu não pude apresenta-los antes, mas eles me disseram que já conheceram vocês...
- Foi sim. Como vão? – Katara os cumprimenta, seguida dos outros, e o casal retribui.
- Então, já que elas se foram, agora nós podemos curtir a praia de verdade! – Tai Li ri.
- Na verdade... – Melanie começa com um sorriso – Nós já estávamos indo pra casa do tio de Zuko, o senhor Iroh. Só passamos aqui para pegá-lo!
- Meu tio? Mas por quê? E como o conhecem?
- Lu Ten, o seu primo, é o chefe da equipe de mecânicos que trabalha junto com os meus patrocinadores da Avatar, a empresa de lubrificantes. - a maioria fica boquiaberta.
- Oh, ele deve trabalhar muito no Stock Car! – Bumi puxa assunto.
- Trabalha sim. Ninguém sabe como é difícil a vida por trás dos boxers! – Lino e ele riem.
- Oh pai, será que dá pra explicar logo o motivo de irmos visitar o senhor Iroh?
- Claro! – ele sorri para a filha e olha Zuko – Faz um tempo ele queria conhecer Willa.
- Nós vamos leva-la para que seu tio a conheça. Tem algum problema? – a mãe pergunta.
- Nenhum. – Zuko responde em estado de choque ainda, mas logo se recupera – Então, se não tiver problema, vocês podem conhecer a minha mãe também! Ou já a conhecem?
- Ainda não tivemos o prazer. – Melanie responde – Mas o senhor Iroh fala muito bem de você e dela! Estávamos ansiosos pra vê-lo pessoalmente... Só não imaginávamos que seria assim.
- E eu sinto muito por isso. A minha irmã, Azula, exagera nas brincadeiras e...
- Eles já sabem de tudo. – Willa o interrompe – Eu contei pra mãe e ela falou para o pai.
- Será que nós podemos ir junto então? – Aang pede.
- Ah é mesmo! Eu não aguento mais esse bando de farofeiros que aparece todo dia!
- Toph! – Katara repreende e todos riem – Vocês dois, não sejam inconvenientes!
- Não vai ter problema. – Zuko sorri – A mamãe vai gostar de ver todo mundo.
- Vocês ainda moram perto da casa do seu tio, não é Zuko? – Tai Li fala e ele confirma.
- Então vamos nessa! Eu tenho a impressão de que essa reunião vai ser divertida!
- Temos de nos trocar antes, né Sokka? – Suki lembra e todos riem.

Depois que todos estão preparados para ir, Bumi leva um tanto do grupo na sua Kombi e a outra parte vai dentro do carro de Lino. Morta de feliz, Willa segura à mão de Zuko e os dois conversam o caminho inteiro, chamando a atenção dos pais da garota. Chegando a casa do tio e do primo, Zuko entra sem tocar a campainha e todos são recepcionados pelo mais velho. Lu Ten está tomando banho. Willa se acomoda entre os pais e seu suposto namorado, sorrindo contente.

O restante do grupo senta em cadeiras e poltronas da enorme sala. Pelo tamanho da casa, Sokka chega a se perder procurando o banheiro e por isso acaba dando de cara com o primo de Zuko nos corredores. Depois de ele ser socorrido, os dois chegam à sala e todos se acomodam. A conversa se estende até finalmente a mãe de Zuko chegar. Ursa entra cumprimentando todos os convidados e se desmancha toda quando conhece Willa por fim. A situação é recíproca.

Ela anuncia logo o quanto faz gosto pelo relacionamento entre o filho e a garota, deixando o pobre rapaz envergonhado. A moça não fica atrás. E então chega aquele momento sobre o qual todas as mães adoram discutir e em que todos os filhos sentem vontade de se enforcar: o diálogo detalhado da infância das crianças. Basta Melanie e Ursa começarem a trocar lembranças que o público se dispersa. Toph e Sokka ainda ficam para ouvir a conversa e aproveitar os podres...

Enquanto Iroh mostra a casa para Bumi, Lu Ten guia os outros até a sala de jogos, cheia das mais diversas atividades. Katara, Suki, Tai Li e Aang resolvem jogar cartas em um canto e Willa fica observando Zuko e seu primo competirem na sinuca. Seu amado acaba perdendo, um belo pretexto para que ela tire sarro dele e o faça ficar corado. Por volta das quatro da tarde, um cansado grupo de jovens se reúne na porta da casa, recepcionado pelos anfitriões pra despedida.

Ainda falta uma semana para as férias acabarem, mas ninguém fez a atividade do verão e a prioridade para a pesquisa é acordar cedo. Neste momento, Willa planeja reunir todos para se ajudarem a fazer os trabalhos na sua casa. Os pais concordam. A data fica marcada para daqui a dois dias e ela dá o endereço a cada um. Zuko se despede do tio, do primo e dos amigos com a considerável ansiedade de voltar para casa com a mãe e tentar descansar um pouco.

Willa é a última a falar com ele e lhe dá um selinho discreto antes de entrar no carro e ir. O olhar materno logo detecta o tamanho da felicidade que se apodera do rapaz...

...

- Zuko, por que você não me disse que tinha uma namorada? – ele cospe todo café quente pra fora da boca, olhando surpreso para a mãe, que leva a sua xícara a boca calmamente.
- Como assim mãe? Eu não estou namorando a Willa!
- Eu não falei o nome dela. – ela sorri vitoriosa quando nota o filho ruborizar – Ora Zuko, o que é isso? Você não tem segredos pra mim! Conte tudo pra mamãe, vamos!
- Não tem o que contar... – ele faz um bico, olhando corado para os cantos.
- Eu não escondi de ninguém que faço muito gosto dessa relação de vocês. Mesmo que eu tenha passado pouco tempo com ela, gostei muito dela e dos seus pais. A Melanie é uma mulher muito boa. – sorri, surpreendendo Zuko.
- Ficaram amigas rápido!... – Ursa amplia o sorriso, fechando os olhos por um tempo.
- O tio Iroh falou coisas ótimas sobre eles. Willa parece ser uma ótima garota, diferente da Mai. – ele encolhe os ombros, se lembrando da vergonha que a mãe precisou passar quase todos os dias visitando a sala do diretor por sua causa quando se metia em confusões – E eu me senti muito triste quando soube do que Azula fez com ela. A sua irmã mudou tanto...
- Ela sempre foi assim mãe! – ela o encara e suspira – Azula só vai perceber o estrago das suas ações quando tudo se voltar pra ela!
- Mas eu espero muito que ela pare antes disso. – a mãe suspira, voltando a sorrir – Mas e então? Não vai me dar essa alegria de te ver namorando uma boa garota como ela? – ele sorri.
- Acha mesmo que a Willa é a garota certa pra mim?
- Quem sabe, mas se fosse pra apostar, eu apostaria as minhas moedas nela! – eles riem – Vocês não conversaram sobre isso? Sabe se ela gosta de você?
- Acho que sim... Eu sei que gosto muito dela!
- Então oficialize tudo! – Ursa junta suas mãos após colocar os cotovelos sobre a mesa do café-da-manhã – E tenha a certeza dos seus sentimentos e os dela. Embora só vá saber o que é o amor com o tempo, o meu conselho é para assumir um compromisso sério apenas quando...
- Tiver certeza absoluta da sua estabilidade mental e sentimental. – os dois riem – Eu sei. A senhora repete isso toda hora... Vou conversar com a Willa e descobrir o que ela sente depois.


...

A casa dos Shubolt é na verdade um casarão. Com a considerável renda de Lino, e o bom controle de Melanie, a família contém uma renda equilibrada quanto aos gastos. Willa recebe os amigos no portão e os convida para entrar. A sala de estar é ao lado direito, no jardim atrás de uma porta de vidro. Willa os deixa sentados nas cadeiras de madeira, ao redor de uma mesinha pequena no centro, e corre para terminar de preparar o lanche. Logo eles começam o exercício.

Em completo desespero, Sokka coça a cabeça e seus gritos só não são ouvidos por causa da porta da varanda, que é a prova de som! Todos riem muito enquanto Suki e Katara tentam dar as explicações necessárias para ele. Em determinado momento, faltam folhas de papel e grafites para as lapiseiras, então Willa vai buscar no seu quarto e pede a ajuda de Zuko pra procurar. O rapaz entra um tanto acanhado no lugar, observando o ambiente com calma e surpresa.

As paredes são decoradas por um papel de parede verde claro, cheio de andorinhas, e toda a madeira é entalhada para se parecer com ondas no mar. Penteadeira, cama, guarda-roupa... O detalhe é claramente feito a mão. As cortinas são brancas e a janela dá uma visão direta ao mar, um pouco ao longe. Ele olha a moça ajoelhada de frente para o baú também de madeira, pintada de azul, encostado em um canto, procurando o material necessário, e ri, chamando sua atenção.

- O que foi? – ela o encara com um ar inocente.
- É que observando o seu quarto, eu percebi agora que você parece gostar muito do mar.
- Ah! – Willa ri, continuando a mexer no baú – Sim, eu adoro! Acho que é por isso que eu me dou bem com a Katara. Nós parecemos peixes! – eles riem enquanto Zuko se ajoelha ao lado dela – Embora eu curiosamente tenha nascido sobre um signo do elemento fogo, meu gênio está mais para o de uma garota da água. Eu raramente perco a calma e não sou muito ousada...
- Um... – eles ficam em silêncio por um tempo, o rapaz sempre a admirando, até que Zuko sorri abertamente diante da careta de Willa quando encontra uma caneta estourada – E o signo do fogo diz algo sobre as garotas que nascem na sua regência serem incrivelmente lindas? – ela o encara com surpresa, observando o evidente rubor na face dele e sua cara séria, sem jeito, e ri.
- Sim. – sobe as mãos pros ombros dele – É a mesma conversa dos homens charmosos.

Continua...

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