A Dona do Pedaço

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terça-feira, 13 de janeiro de 2009

Cap. 10

Festa do Menor de Todos

Peace ainda está correndo atrás de mim. Logo que escutei o que ela disse tratei de botar qualquer coisa, bebi um copo d'água e sai andando pelos corredores até o quarto da minha mãe. Assim que chego a vejo experimentando um maravilhoso vestido da cor pérola e coberto de enfeites fiados de ouro encima de um banquinho. As três empregadas que a ajudam estão terminando uma bainha e logo que me vê ela desce do banquinho de madeira e me dá um beijo.

- Bom dia Win! Dormiu bem? – retribuo o beijo com menos empolgação.
- Bom dia. – Peace finalmente me alcança e pára para tomar fôlego – Mãe – começo a andar -, que negócio todo é este? O quarto de hóspedes tem mais enfeites que o salão!
- Achei que seria muito chato se tivesse que dormir em um quarto assim tão simples, você não concorda?
- Mãe, o quarto tinha que ficar simples se não é seu! – suspiro – Ah, esquece! Que história foi essa?
- Que história? – aponto para Peace, que segura o braço dela em busca de apoio – O que houve com você?
- Só que minha prima corre demais!... – ri – Esqueci de te avisar que o Al já está ajudando os outros também.
- Que ótimo, diz que eu o desculpo! – volto-me para mamãe – Roy fazendo uma festa de aniversário para nós?
- E o príncipe também está ajudando a trabalhar nas decorações. Quase todos os empregados estão ao serviço dele agora, mas o Roy disse que nós podemos pedir que essas três moças nos ajudem a nos arrumar para a festa.
- E isso é outra coisa! Como podem estar preparando uma festa surpresa se a gente já sabe?
- Mas eles não sabem que nós sabemos! – sorri.
- Então... Se eles não sabem que vocês sabem que os empregados sabem...
- Peace, não começa! – grito – Mas nós íamos embora!
- Não vamos mais, e nem o Edward! – estranho.
- Como assim? Se ele não concordasse em casar comigo Izumi e os outros iriam levá-lo, e você concordou comigo em desistir de tudo ontem, não é verdade?
- O Roy me cedeu o trono! – sendo que esta não era a resposta que eu esperava, senti tudo girar quando ela me deu a seguida – E ele me pediu que fosse a sua esposa!...

Foi isso a última coisa que escutei. Quando acordei estava nesta cama d'água sem a menor noção de que quarto é o no qual estou. É grande, e se não estivesse com a certeza de que ainda estou no castelo de Alcheard pelos gritos desesperados das meninas e do Al conversando com Roy do lado de fora, juraria que é o da mamãe pelo horror de enfeites espalhados! É então que Edward entra; está sério e tem flores nas mãos. Ele senta frente a mim, perto da janela.

- Como está se sentindo? – sem forças para continuar falando comigo mesma mentalmente, começo a responder.
- Do mesmo jeito que um pastel rebolado no meio da rua...! – ele ri e põe as flores em uma mesinha de madeira com uma jarra e um copo d'água cheio.
- Desculpe, sei que não gosta quando saem rindo de você, mas desta vez estou rindo com você!
- Sei... – viro o rosto – O que é que você veio fazer aqui? Sei que ainda estamos no castelo, mas este é meu quarto de repouso, se não me engano!
- Na realidade, foi o primeiro quarto que vimos pela frente quando achamos você desmaiada no chão do quarto da rainha. Todos entraram em pânico!
- E por que eu desmaiei? Suponho que trouxe o médico!
- É! Ele disse que você bebeu uma água que continha um sonífero poderoso! Por sorte ele trouxe um soro, que meu pai aplicou no seu braço, para que você sarasse!
- Roy aplicou o antídoto em mim? – falo, ainda sem muito fôlego e tentando recuperar o mesmo.
- Sim. E também mandou prender o Envy! Wrath contou que o viu colocar isto na sua água ontem, depois que você foi dormir e ele resolveu desistir de ser seu braço direito!
- Então... Vocês vão puni-lo como os outros?
- Sua prima acha que ele merece outra chance, se abandonou tudo antes do que aconteceu!
- Ela tem razão! Eu podia ter morrido e ele não quis!...
- Se você concorda, não vamos puni-lo.
- O que são aquelas pedras? – aponto pela janela.
- Os restos da mais alta torre... – ri – A luta com o Envy foi feia...! – segura minha mão – Desculpe...
- Por quê? – minha voz começa a retornar – Pelo quê?
- Por tudo que eu te disse ontem! Acho que eu exagerei na brincadeira! – arregalo os olhos.
- Ora seu! – consigo sentar – Você me enganou!
- Mas você também estava me enganando! – ri.
- Então... Você já sabe de tudo? – desanimo. Ele diminui o sorriso e confirma com a cabeça. Retiro a peruca – Eu não sou uma condessa, quanto menos sou estrangeira! – encaro-o – Deixa-me começar de novo? – ele não diz nada, parece hipnotizado. Abaixo a cabeça – Sou a filha da rainha Riza, meu nome teve que ficar em segredo para que não descobrisse, mas agora que sei que Edgar é Edward – solto um leve riso -, preciso contar também que eu virei a sua amiga para tentar te seduzir e, após o casamento, eu te mataria! – não consigo evitar o choro – Fiz tudo isto por amor à minha mãe, mas eu não teria nem coragem de matar o Envy, quanto mais... – encaro-o, com alguma dificuldade – Quanto mais o grande amor da minha vida! – ele continua imóvel e nem abre a boca – Na forma de Wind eu planejei continuar com a idéia original e te atrair como condessa, mas se você não quisesse ficar comigo Izumi e os outros te levariam embora para virar um pirata legítimo! – respiro fundo, sem ar – Perdoa-me?
- Você ia me matar? – fala após um tempo.
- Sinto muito...! – volto a abaixar a cabeça, minhas mãos vão frente ao rosto – Espero que possa me perdoar!... – de repente, três segundos depois, ele me abraça. Paro de chorar.
- Te perdoar?... – sinto-o tocar meu rosto e o fito.
- "Ele está sorrindo?" – limpa minhas lágrimas.
- Wendy: perdôo-te por não ter me contado sua verdadeira identidade. Winry: perdôo-te por ter tentado me matar. – aproxima seu rosto – Wind: também te perdôo por querer me deportar.
- "Não! Ele não...? Agora não!" – empurro-o – "Ok, isto de novo? Voltei a falar feito uma doida!" Espera! – ele me olha confuso – Agora é a minha vez de falar! – termino de limpar as últimas lágrimas que escorriam – Estava pedindo perdão ao Edward, e não ao Edgar! Mas já que os dois são a mesma pessoa, quero saber se ele não vai pedir perdão pelas três coisas que me fez mal! – ele fica quieto e logo ri.
- Ah é? E quais foram? – cruza os braços.
- Os beijos roubados, o de antes e de agora!...
- Mas eu não te beijei agora! – descruza os braços.
- Mas bem que tentou com os olhos!... – resmungo.
- Espera ai digo eu! Você gostou dos dois! – emudece.
- "Ele ficou com medo da cara que estou fazendo? Então tiro duas certezas: sou tão assustadora quanto engraçada e ainda tem algum Edward dentro dele, porque ele sentia medo de mim!" – suspiro e cruzo os braços – Ter me raptado sem ter dito quem era?
- Você estava a fim daquela lambujem que meu pai oferecia para atrair uma esposa?
- "Está bem: empatou!" – ele ri da minha conformidade – Achei pior ter virado um sexista que paga prostitutas, que usam lascivas para atrair idiotas carentes ou igualmente de pouco amor próprio, para dormir contigo!
- Posso até ser um pouco idiota, mas sexista já é maldade! – sorri – E eu nunca dormi com nenhuma delas! Não ouviu o Armstrong falando que nunca fui de ligar para nenhuma?
- Ele nos traiu! Podia muito bem ter mentido para mim!
- Ele também era um agente duplo como o Alphonse, que alias declarou estar apaixonado pela Mei algumas horas atrás! – levo dois sustos – Ele só deixou escapar aquela informação sobre você!...
- "Ok... Ainda estou em choque pelo Al e a Mei, mas..." Não interessa!... – descruzo os braços e faço beicinho.
- Mas Winry... – segura meu rosto – Você é uma latílabra melhor que elas, e olha só! – pega uma caixinha – Feliz aniversário! – feliz, eu seguro e abro – Pensei em você!
- Meu colar? – abro – Uma foto nossa no navio? – sorrio – Quer saber? Acho que você pode me contar tudo melhor depois! – agarro seu pescoço e beijo-o.

Acho que tudo começou quando entrei naquele quarto; então, agora, dos que ouviram minha história, digam para mim: eu poderia me concentrar se ele estava só de toalha?

Fim

Breve:

Hunter X Hunter

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