sábado, 12 de março de 2016
A Parceria
Oi pessoal! Antes de começarem este capítulo, eu quero informar uma coisa: Acácia finalmente ganhará um novo nome. É um alerta de spoiler, me desculpem, mas é necessário para mostrar como eu preparei o novo nome de Shinki dela. Vejam:
Leitura do nome humano da Shinki: Acácia
Leitura do nome humano da Shinki (Japonês): Akashia
Leitura do nome da Shinki como pessoa: Akane (brilhante vermelha)
Leitura do navio nome da Shinki: Chien (atraso)
Leitura do nome da Shinki como arma: Chieki (servidão)
Leitura chinesa: Qiàn (茜)
O kanji "ne" é adicionado ao primeiro nome do Shinki para demonstrar recebimento do nome da família (do clã) de Yato, como no caso de Yuki - Yukine (felicidade, neve). No caso, como o nome da Acácia em japonês fica "Akashia", pode-se aproveitar o "aka" e acrescentar "ne", ficando Akane. A leitura chinesa de Akane é Qiàn, e a leitura de Qiàn em japonês é Chien. Assim, como todos os Shinkis recebem "ki" no final do nome de arma, no caso da Acácia fica - Akane, Chieki.
Eu não tenho tanto entendimento do idioma japonês quanto gostaria, por isso essa foi a forma mais aproximada que consegui de fazer a mudança do novo nome da Acácia como Shinki do Yato em comparação ao ocorrido com Yukine. Para quem quiser checar a tabela na qual me baseei, aqui está o link da página: http://noragami.wikia.com/wiki/Shinki.
Cap. 9
A Parceria
Ao todo, já faz uma semana desde que Yato e seus amigos encontraram Preetish e Manisha, Deuses da Fortuna depostos e desaparecidos por centenas de anos devido um desconhecido tê-los selado numa caverna. Tendo os amigos antigos se reaproximado e os novos se enturmado, agora eles visitam com frequência e prudência o templo secreto do casal para ajuda-los a investigar o culpado do incidente.
Outra razão é fazer companhia à sua bela afilhada, uma jovem de aparentes quinze anos que se recusa a se tornar uma Shinki. Graças a isso, a própria regalia do ex-deus da calamidade decidiu apagar seu medo de confiar nas pessoas, prometendo ser um amigo fiel e estar sempre ao seu lado. E incluindo os outros deuses e Shinkis na promessa feita sem consentimento. Na verdade isso não os perturbou, então pode ser ignorado...
Agora Yukine corre rapidamente, ainda segurando a mão esquerda de Acácia, até chegar num calçadão. Os dois descem uma escada e caminham pela grama perto do rio local, indo até a área extremamente seca da região. Nela, apenas uma árvore pequena se mantém firme e forte, sem grama, água ou outros tipos de plantas por perto.
- Por que me trouxe aqui? O que quer me mostrar?
- A árvore. – os dois fitam a exuberante espécie com flores amarelas.
- E o que tem essa árvore de mais? – o loiro dá um sorriso misterioso, segurando a sua mão e trazendo-a lentamente para a sombra debaixo dela.
- Sabia que, segundo a religião cristã, a madeira deste tipo de árvore foi usada pra construir a arca da aliança, um símbolo de união entre Deus e os homens?!
- Ah é? – ela olha para a folhagem ainda não muito interessada.
- É. Esta árvore é usada para muitas coisas, eu pesquisei! Uma delas é para tratar doenças. Ela também representa segurança, clareza, inocência, pureza... – ele conta nos dedos enquanto a moça confusa o encara – Ah, e é um símbolo da ressurreição!
- Isso é muito... Interessante, Yukine-kun... Porém ainda não entendi por que quis me mostrar esta árvore. – o rapaz sorri mais carinhosamente, um tanto rubro.
- Isso é porque esta árvore... É uma acácia. – as pupilas da garota se arregalam no mesmo instante – Na verdade eu queria te mostrar outra árvore, uma cerejeira que um amigo meu cuidou quando... Bom... – seu sorriso decai por um momento, mas logo se recupera – Só que eu achei esta acácia e resolvi te trazer aqui primeiro.
- Ah... – a jovem não consegue emitir uma frase por alguns segundos, sentindo as bochechas ardendo por um estranho motivo – Sei... – a alma errante se desvencilha dele e vira o rosto, envergonhada – Obrigada.
- O que você achou? Gostou dela? – os olhos da moça sobem novamente, ainda de costas para seu amigo, e admiram a árvore.
- Sim. – sorri enquanto segura o chapéu branco estilo praia, com uma bandana no topo que combina com o laço ao redor da cintura no vestido de igual cor – Eu adorei. – afirma ao tomar coragem de fita-lo de novo – Você pesquisou sobre a árvore por mim?
- Sim. – o Shinki confirma ainda mais tímido, coçando a sua bochecha – Eu fiquei meio ansioso pra te contar o que descobri.
- Hum... – a jovem sorri outra vez, agora o olhando diretamente e achando meigo e engraçado seu súbito constrangimento.
- Quer molhar os pés no rio? – eles miram a paisagem e sua amiga concorda.
Depois de se acomodarem, Yukine abre um largo sorriso ao vê-la balançar os pés dentro da água límpida, formando ondas que desfiguram a imagem do céu azul. Quando Acácia percebe que ele está rindo sinceramente, fica um tanto acanhada e muito curiosa, parando automaticamente os seus movimentos. Estas reações, todas as reações dele para com ela, desde o começo até agora, são estranhas.
Com exceção de seu padrinho e sua madrinha, nunca antes alguém tinha sido tão gentil, demonstrado tanto carinho sincero, quanto demonstra a regalia agora. Tomando iniciativas esquisitas a princípio, como convidá-la a visitar uma árvore e molhar os pés num rio, é verdade. Mesmo assim, é aconchegante.
- Yukine-kun, por que você faz tanta questão de me ver feliz? Eu não sou parente sua, nem mesmo quis ser a sua amiga. Eu te rejeitei quando nos encontramos, e aos seus amigos também. Agora estamos mais unidos, mas eu realmente quero saber... Por que continua me procurando e me levando a lugares, me fazendo companhia?
- Porque eu... – o loiro contem as palavras e limpa sua garganta, desviando o rosto corado por um momento e só voltando a encará-la após dar um grande suspiro – Eu fui como você um dia. – a resposta a surpreende, e o olhar penetrante dele acaba deixando-a inesperadamente nervosa – Já fiz várias coisas ruins, mesmo depois de morto, e causei problemas a muitas pessoas. No começo, quando o Yato me acolheu como o seu Shinki, eu brigava bastante com ele, bem mais do que hoje! – a garota faz uma careta.
- Acho difícil de acreditar, considerando as discussões constantes de vocês.
- Sim, mas é a verdade. Eu não tinha muita confiança em mim, vivia com medo e acabava descontando minhas frustrações nos outros. Mas, com o apoio da Hiyori e a fé que o Yato depositou em mim, eu tive coragem de mudar. Quis ser alguém melhor, uma pessoa boa, independente do que já tenha sido quando estava no mundo humano. Daí eu comecei a me sentir mais vivo do que nunca, mesmo estando morto! Ah, olha, eu trouxe outras coisas de material de artes pra você. – quando o jovem puxa o que pretende lhe entregar, um caderno cai da bolsa e ela o segura – Ei, espera...!
- "O Conto da Hiyori e o Yatogami"... É um kamishibai? – ele acena confirmando, bem mais constrangido do que antes, e para sua surpresa maior a moça devolve o objeto com um sorriso, sendo falso na verdade – Pode ler pra mim?
O Shinki tenta argumentar pela vergonha, mas acaba perdendo para a insistência dela e aceita contar a história do teatrinho elaborado graças aos belos desenhos do deus e recebendo uma colaboração final sua. Como uma vez fizera pra humana com rabo de gato, ele folheia cada página contando suas aventuras junto dos três e paralisa antes de mostrar a última folha. É preciso que sua amiga tome a iniciativa de passar para o final.
Quando a regalia termina, espera qualquer reação e não obtém nenhuma. A alma errante olha os rabiscos dele de orbes arregalados.
- Acácia-chan...? – a garota pisca algumas vezes e por fim sorri.
- Ah, desculpe...! Fiquei distraída... É uma história boa. Agora sei por que vocês são tão próximos. Não fazia ideia que você quase tinha virado um Ayakashi. – ela pega o caderno e volta uma página – Então é isso que acontece quando Shinkis querem voltar à vida, não é?! Você teve medo, Yukine-kun?
- Sim. Muito. Mas você sabe, eu quase morri de novo milhares de vezes, então já me acostumei! – ele ri, provocando um sorriso nela.
- Mesmo? O que mais aconteceu depois disso? – o rapaz pensa um pouco e conta.
A alegria de Yukine traz ainda mais a atenção de Acácia. Ela o observa relatando as aventuras, algumas vezes fitando as nuvens enquanto se inclina para trás e balança os pés dentro da água também, e pisca os olhos casualmente com muita curiosidade. Não é apenas pelas histórias parecerem interessantes, mas também pelo fato de notar que este loiro ao seu lado é uma existência, até então ignorada, única e especial.
Se tivesse o conhecido quando era viva, talvez as coisas tivessem sido diferentes. Se antes, nem que fosse uma única vez, tivesse visto seu sorriso vibrante, tudo poderia ser melhor. Ainda que algumas pessoas possam considerar seu sorriso melancólico algo triste, ela o vê como uma expressão das lembranças dele, uma expressão do tipo muito incoerente para si. A sua situação é completamente distinta...
A moça sente que não conseguiria se sentir satisfeita por ter sofrido tanto, mesmo se passassem vários anos, pois não tirara nenhum proveito disso como o garoto. Nunca entendeu aquela sua dor como um aprendizado, um processo da vida, um castigo divino pelos pecados de uma vida passada... Era pura e simplesmente dor, é simplesmente um passado doloroso. Foram experiências dolorosas, são lembranças deprimentes.
Preferiria esquecer... Se tornar serva de um deus, ou deusa, de repente lhe parece uma boa opção considerando todas as pessoas que conhece agora. Claro, antes isso não era sequer uma opção, mesmo Preetish e Manisha sendo o mais perto de uma família ao seu alcance e sabendo que podem cuidar bem da sua alma. Contudo, a ideia acaba de virar uma possibilidade aceitável pela primeira vez desde a chegada ao Plano Espiritual.
É só ver a quantidade de Shinkis sortudos por terem se livrado das suas tormentas em vida e se sentindo queridos e amados ao lado dos mestres. Além do mais, perderia de vez todas as memórias ruins e nunca mais se preocuparia com os seus persistentes pesadelos noturnos! Subitamente, Acácia é tirada dos devaneios quando sente Yukine roçar a mão levemente na sua, causando arrepios.
- Tudo bem? – ele pergunta parecendo não se dar conta do ato, ou simplesmente o ignorando, talvez por ter sido voluntário – Você parece distante.
- Ah... Estou bem. – ela responde com um sorriso mais esperançoso – É... Yukine-kun... Será que você sabe se algum deus por aí precisa de uma Shinki nova?
- O quê? – a regalia arregala os olhos pela surpresa – Você quer se tornar uma...?
- Sim. Eu... Acho que estou pronta. Quer dizer, pode ser bom pra mim, não é?!
- Claro! – a mera iniciativa já o deixa animado, e agora sim as suas mãos agarram-se às da garota com vontade – Você vai adorar ser uma Shinki, eu tenho certeza!
- Certo... – a atitude dele a deixa ainda mais nervosa – Acho que não tenho nada a perder de qualquer jeito. E tem algum deus, ou deusa, precisando de uma arma divina?
- Bem... A Bishamonten-sama e o Tenjin-sama já têm muitos parceiros, então eu acho que com eles não dá pra você tentar. Eu poderia sugerir a Kofuku-sama, ou quem sabe... – ele faz uma careta repentina que provoca uma risada reprimida nela antes de cruzar os braços – Seria até legal se você tentasse com o Yato. Agora que ele ficou mais forte pela quantidade maior de seguidores, poderia ter outra arma divina.
- Verdade? Bem, suponho que já faça muito tempo mesmo desde que moravam na rua. As pessoas começaram a orar para ele ajuda-las com mais frequência?
- Na verdade o templo que a Hiyori deu pra ele de presente não serve pros outros orarem. Precisamos de um maior e que fique num só lugar. Ainda não dá para construir algo no terreno que ele comprou em Takamagahara, mas pelo menos o espaço está bem maior agora. Até hoje, na maioria das vezes, os clientes ligam pedindo para fazer tarefas ridículas! Se continuar assim, ele vai ficar conhecido como deus quebra-galho!
- Seria engraçado! – os dois riem – Mas apesar de discutirem vocês se dão bem.
- É. Ainda assim, não posso dizer pra você que seja fácil ser a regalia dele. Aquele cara é preguiçoso, imaturo e muito louco!
- Eu já percebi. – Acácia ri abertamente desta vez, apenas colocando o indicador direito colado ao lábio inferior na menção de controlar o riso.
- Seria irresponsabilidade minha se te dissesse pra pedir a ele que seja sua Shinki sem explicar todos os prós e contras do processo, mas...
- Yukine-kun, está tudo bem! – ela segura as mãos do jovem de novo, o que causa um leve arrepio em ambos antes de a tristeza reaparecer nos seus olhos – Eu estou mais preocupada com minhas memórias. Sei que como arma divina eu posso pensar besteiras e ferir o meu mestre, ou a minha mestra; não quero machucar ninguém!
- Não se preocupe. Quando se tornar uma Shinki, as suas memórias de quando era viva serão esquecidas. Não vai se lembrar de como morreu, nem nada triste do passado.
- Eu sei disso, mas a minha preocupação é com o tipo de pessoa que eu sou pelo meu passado! Tem muitas coisas de errado comigo!
- Não tem nada de errado com você. – a seriedade de Yukine a surpreende outra vez, em especial quando aperta suas mãos mais firmemente – Você não fez nada errado, só teve uma vida difícil. Não é sua culpa. Só precisa ter mais confiança em si mesma, como eu comecei a ter em mim. – ele volta a sorrir do seu jeito único – Tenho certeza de que se você virar a regalia do Yato ele vai te proteger, e eu também vou! Nós vamos te ajudar a lidar com os seus problemas e vamos nos divertir um bocado! – a garota abre a boca algumas vezes, buscando as palavras, e logo sorri conformada.
- Você tem resposta pra tudo. – o rapaz enrubesce mais, desprendendo seus dedos dos dela – Obrigada Yukine-kun, por não desistir de mim quando eu já tinha perdido a fé! Se não me tornar uma Shinki, já fico feliz só de ter te conhecido!
O loiro começa a sentir suas bochechas pegando fogo, porém, por alguma razão inexplicável, não consegue desviar o olhar da amiga. Ambos mantêm a postura por uns segundos, que parecem minutos. Talvez as sensações de respiração irregular, borboletas passeando no estômago, a pele gelada e ao mesmo tempo o calor do corpo possam ser explicadas... Pelo deus do amor. E falando em borboletas, uma vigilante negra espreita.
...
- Você quer ser minha Shinki? É sério? YEAH! – Yato celebra escandalosamente.
- Yato, olha a vergonha! – Hiyori faz uma careta e paralisa quando ele segura suas mãos na frente dos Shinkis e deuses reunidos na sala do templo de Preetish e Manisha.
- Hiyori, este é um dia histórico! Vamos tirar uma foto!
- Precisa mesmo fazer tanto alarde? – Bishamonten reclama com a mão na cintura.
- Ele tem suas razões para estar tão contente. – Kofuku ri.
- Bem, acho que Acácia-chan fez uma boa escolha. – Tenjin suspira.
- É claro que fez! E hoje à noite eu vou levar todo mundo pra jantar fora!
- Com que dinheiro? – sua regalia loira questiona e o deprime instantaneamente.
- Não devia me dar um nome primeiro? – Acácia acena com a mão pra chamar sua atenção – Na verdade eu tenho uma pergunta sobre isso... Eu vou esquecer que conheci vocês depois de virar Shinki? Porque seria chato recomeçar do zero.
- Não querida. – a deusa da mente e do desejo informa sorrindo – Mas seu antigo nome será apagado e com ele todas as suas memórias da antiga vida que tinha.
- Está tudo bem. – ela encara Yukine, fazendo-o corar embora sorria com mesma intensidade – Embora Yukine-kun tenha me feito aprender a não odiar meu nome, estou bem com a ideia de abandoná-lo. – seu olhar recai no futuro mestre – Mas me escolha um nome bom! – o ex-deus da calamidade sorri determinado.
- Pode deixar! Então... – ele começa juntando o indicador e o dedo médio da sua mão direita, apontando na direção dela e fazendo gestos no ar quando surge uma luz – Tu, que não tens para onde ir, nem muito menos para onde voltar... Eu te concederei um lugar ao qual pertencerás. Meu nome é Yato. – o ar ao redor da jovem começa a vibrar e ela se ilumina – Tendo um nome póstumo, tu poderás permanecer aqui. Com este nome, faço de ti a minha serva. Obedeça as minhas ordens e se torne minha Shinki, quando eu chamar o teu nome e o do teu receptáculo! Teu nome é Akashia! – o kanjido nome da garota aparece sobre si – E o nome do teu receptáculo é Chien! Venha, Chieki!
Logo seu corpo toma uma nova forma. Todos aguardam ansiosos para ver no que ela se transformará, então... Nos braços de Yato surge uma gata branca de olhos verdes, rabo marrom e manchas tom de pêssego na frente da pata dianteira esquerda e embaixo da traseira direita. Ninguém fala nada por alguns segundos, então a gatinha mia e mostra a língua vermelha. A maioria da plateia desata a rir, deixando o deus frustrado.
- Não acredito! Ela se transformou numa gata! – Daikoku gargalha abertamente e outros, como Tsuyu, põe uma mão frente aos rostos para tentarem se segurar.
Não demora muito para o rapaz ignorar todos os presentes, mas não de propósito e sim porque deixou de ouvir o barulho. Em pouco tempo a presença de qualquer um vira um borrão perto do seu olhar e sua mente foca apenas nas memórias que passam voando em um flashback de informações terríveis. São as lembranças de Acácia. Ele fica tonto e cai de joelhos no chão. Seus amigos cessam as risadas e vão acudi-lo.
Lágrimas escorrem por suas bochechas em pouco tempo. A felina continua vendo as reações de surpresa, pânico e horror em seu rosto sem esboçar qualquer atitude.
- Yato! YATO! – o grito da meio Ayakashi e seus sacodes o despertam – Qual foi o problema? Você... – a moça se interrompe percebendo a causa da aflição.
- Ela teve uma vida horrível! – ele sussurra, comovendo os demais.
Seu parceiro fica preocupado, encarando a gata como todos. Neste instante, o seu mestre começa a fungar e desata a chorar, diluindo o clima deprimente.
- Eu sinto muito! Você teve que passar por tanta coisa ruim! Eu estou aqui agora, nós vamos tomar conta de você! – o deus aperta a gatinha contra o corpo num abraço e a Shinki se aborrece logo, azunhando a face dele e pulando nos braços de Hiyori – Eu não acredito que fez isso! Sua garota ingrata, ferindo o próprio mestre! Qual seu problema?
- Nenhum até você me chamar de “Chieki”. – o grupo se choca com a cena e ela ri – O quê? Nunca viram uma gata falar?... Você não podia me dar um nome melhor?
- Se está achando ruim me servir, eu te libero agora mesmo!
- Não seja ruim com ela Yato. – a jovem com rabo de gato cola a bochecha na da gatinha, que volta a miar, só somando o ciúme à lista de provocação dele.
- Akane! – e com este chamado a nova Akane retorna a forma humana – E agora?
- Bem... Um nome menos formal que o de batismo e eu até gosto. Obrigada.
- Como se sente? – Kazuma pergunta interessado e ela fita as mãos.
- Bem... – sorri dando uma rodopiada – Muito mais leve, como nunca estive!
- Muito bem então... – o deus do amor afaga a cabeça da afilhada, fazendo-a rir – Que ninguém mais mencione o nome verdadeiro da Akane e seu passado.
- Certamente, este assunto está selado! – Bishamon garante e todos concordam.
- Fico feliz que as coisas tenham acontecido apenas entre nós. Assim o segredo da nossa menina está seguro. Agora, vamos todos jantar no Mundo dos Deuses. Eu pago.
- É isso aí Preetish! – Yato comemora com caras e bocas – Estou louco para exibir minha mais nova Shinki pros deuses invejosos que me destratavam nas reuniões!
- Ei, eu não virei sua Shinki para servir de troféu!
- Relaxa Akane-chan! – Hiyori sorri despreocupada, abanando a mão em frente ao rosto – Ele só quer mostrar pra todo mundo da sorte que tem por ter você.
- Oh... – a garota desvia o olhar, constrangida – Se é assim, tudo bem.
- Legal! Vamos lá! – o mestre puxa seus Shinkis pelos ombros e todos saem.
Longe da vista de todos, lá está outra vez uma borboleta negra, a mesma que tem pairado nas redondezas nos últimos dias. Antes de ser notada pelos espíritos da floresta, ela sai voando para longe, deixando um rastro de pó escuro no ar.
Continua...
AÊ, finalmente a Acácia ganhou um novo nome e...! Virou uma gata? Pois é, uma gata. Kkk Por essa ninguém esperava, né?! Bom, eu posso dizer que os próximos capítulos ficarão mais empolgantes a partir de agora. Não vou me ater muito aos detalhes da série original, mas também quero pesquisar alguns capítulos traduzidos do mangá para usar de base, então não consigo dizer quando sai a continuação. Especialmente porque segunda-feira é meu aniversário e eu vou estar ocupada metendo o pé na jaca! ÊÊÊÊÊÊ! Mentira, pq eu sou pobre. Mas vou ganhar dinheiro! ÊÊÊÊÊÊ! Kkk Beijos!
Assinar:
Postar comentários (Atom)


0 comentários:
Postar um comentário